Data: 27-Mar-2019
De: Luiz Andrada.
Cidade: não mencionada
Assunto: Bajulação aos clérigos e aos religiosos

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Prezados,

Pensando na suposta polêmica que a mídia criou em torno da imagem recente do Papa Francisco I recusando oferecer o anel a fim de ser beijado, eu lhes pergunto sobre como surgiram esses hábitos esnobes, ridículos e humilhantes na Igreja Católica.

São Pedro foi carregado nos ombros a fim de ser aclamado por multidões fanáticas e histéricas? As pessoas que carregavam os papas no passado não se submetiam a uma humilhação tremenda?

Consta que São Pedro usou anel de ouro e a turba beijava esse objeto num claro sinal de idolatria?

São Pedro usava aquele chapéu de palhaço, bem carnavalesco como adoram os católicos tradicionalistas (que eu aprendi a chamar de católicos nazistas, com muito fundamento), aquele chapéu de três andares? É uma espécie de World Trade Center que os papas equilibravam na cabeça no passado.

Por que vocês católicos tradicionalistas idolatram tanto a roupa, a vestimenta, a aparência, a imagem, o carnaval do clero e dos religiosos, se esquecendo de que esses senhores se escondem atrás de uma imagem “especial”, justamente para ludibriar as consciências, enquanto os mesmos cometem crimes sexuais, financeiros, etc., no mundo inteiro? Vale a pena o custo/benefício? Não seria melhor eliminar logo essa bajulação infantil que só serve para ensinar às novas gerações que clérigos e religiosos seriam “especiais”, coisa que nunca foram e nunca serão.

Eu não sou católico de esquerda, mas acho que esse papa jesuíta está corretíssimo no gesto catequético de tentar curar a lavagem cerebral de muitos católicos histéricos. É melhor mesmo que os católicos ingênuos entendam que essa gente é perigosa e criminosa, e que mantenham uma salutar distância dessa máfia farisaica.

Grato!

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Resposta

 

Prezado Luiz, salve Maria!

 

“Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: ‘Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?’ Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. Jesus disse: ‘Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura.’’’ (Jo 12, 3-7).

“Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: ‘Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será’. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.” (Jo 19, 23-24).

Veja, meu caro, que você e suas ideias não estão em boa companhia…

Em lugar de desprezar o que o Igreja sempre fez, tenha humildade, não despreze os antigos e estude para entender o símbolo das coisas e sua importância.

Salve Maria!

André Melo

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