Fernando Schlithler

BOLSONARO, A DIREITA E AS ELEIÇÕES

PARTE II

A QUEM SERVE JAIR BOLSONARO?

Vimos na primeira parte de nosso artigo que escolher algo que se apresenta como um mal menor oferecido como oposição a um mal maior é, frequentemente, uma atitude induzida como parte de uma estratégia ardilosa de persuasão. A pessoa que cai nesse ardil não se dá conta que ambas as opções são partes de um só e mesmo mal, um só e mesmo ardil. São como duas pontas da mesma língua bífida.

Recomendamos novamente o vídeo “A direita política” (trecho de palestra do Prof. Orlando Fedeli) que mostra bem como a direita é canhota. À luz do que é exposto nesse vídeo, gostaríamos de fazer algumas complementações ao que foi exposto na primeira parte.

1. Algumas complementações.

Primeiramente, voltemos ao tema do aborto. Em 2001, Jair Bolsonaro, em uma entrevista para a revista “Isto É” (alertamos o leitor sobre o conteúdo imoral dessa entrevista, motivo pelo qual citamos a referência, mas não aconselhamos a leitura), disse que o aborto deveria ser uma decisão do casal e que já havia vivido uma situação anterior de tomada de decisão, tendo, então, optado por passar a decisão para sua companheira grávida:

E sobre a legalização do aborto? 
Tem de ser uma decisão do casal.

O senhor já viveu tal situação?
Já. Passei para a companheira. E a decisão dela foi manter. Está ali, ó. (Bolsonaro aponta para a foto no mural de seu filho mais novo, Jair Renan, de 1 ano e meio, com Cristina.) https://web.archive.org/web/20001010045227/http://www.terra.com.br:80/istoegente/28/reportagens/entrev_jair.htm

Isso nos leva à questão: e se a tal “companheira” tivesse tido outra decisão? Teriam, então, cometido um aborto e, ainda por cima, buscado uma clínica clandestina, uma vez que essa seria a única opção para cometer o aborto?

Agora, “de repente”, Bolsonaro muda de opinião. Justamente com a ascensão de uma direita que se apresenta contra o aborto, com apelo às pessoas que partilham dessa causa. Mas, como vimos, ele ainda admite o aborto em certos casos.

Além disso, Bolsonaro afirmou que entrou no exército influenciado por Lamarca – desertor do exército brasileiro (desertou em 1969) e guerrilheiro comunista membro do grupo terrorista de extrema-esquerda Vanguarda Popular Revolucionária:

Por que decidiu ser militar?
Por causa do Lamarca. Eu tinha 15 anos de idade, usava cabelo com gumex, calça boca-de-sino, sapato “cavalo de aço”, quando o Lamarca passou por Eldorado Paulista, em 1970. O Exército chegou lá. Eu então conheci e me apaixonei pelo Exército brasileiro.

https://web.archive.org/web/20001010045227/http://www.terra.com.br:80/istoegente/28/reportagens/entrev_jair.htm

Além disso, em entrevista de 1999 para o jornal Estadão, declarou admiração por Hugo Chávez, dizendo reconhecer nele uma “esperança para a América Latina”, afirmando não ser contra o comunismo e que “não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar”. A comparação que ele faz entre o Marechal Castelo Branco (primeiro presidente da ditadura militar brasileira que, como vimos na primeira parte do artigo, foi responsável por fazer uma lei de reforma agrária muito mais radical do que aquela proposta por João Goulart) e Hugo Chávez é bem sintomática da teoria da ferradura do general Golbery (também exposta na primeira parte do artigo).https://nossapolitica.net/2017/12/bolsonaro-sobre-hugo-chavez/

Parece mesmo que é típico de direitista gostar de usar a tal ferradura. Quem votar em candidatos que usam ferraduras e depois, eventualmente, receber coices, não tem como dizer que não estava avisado.

Assim como Mussolini – que antes de ser fascista dirigia o jornal Avanti! do Partido Socialista Italiano – Bolsonaro, “de repente”, “mudou”. Se “converteu” a uma posição mais à direita. Ou só mudou para a outra ponta da mesma língua?

Como acreditar que uma pessoa desse tipo irá manter sua palavra?

2. Bolsonaro, a direita e a maçonaria.

Agora voltemos nossa atenção para outras verdades desagradáveis a respeito do candidato que muitos defendem se não como um bem, ao menos como um mal menor.

Não é preciso muito esforço para se dar conta que Jair Bolsonaro não é uma pessoa de grande envergadura intelectual. Pelo contrário, seu estilo frequentemente grosseiro de se expressar e sua incapacidade de discorrer sobre temas obrigatórios para alguém que pretende ser presidente (como a questão econômica, que ele simplesmente diz que deixará a cargo de quem realmente entende) denunciam uma grande fragilidade intelectual. Além disso, se ele diz que deixará a economia ser cuidada por quem entende, assumindo – e assim ganhando pontos com alguns por se passar por humilde reconhecedor de sua ignorância no assunto – que essa não é sua área, por que ele não pode, ao menos, discorrer mais profundamente sobre esse assunto a partir do que sua referência em economia, Paulo Guedes, lhe ensina?

Não é preciso muito esforço também para saber que para governar um país é preciso ter certa virtude intelectual, uma vez que governar é ordenar ao fim, e ordenar ao fim é próprio da criatura intelectual, como ensina Santo Tomás de Aquino.

Logo, quem realmente governa, é quem tem virtude intelectual ou, ao menos, sofisticadas formas de vícios de ordem intelectual (uma grande e astuciosa capacidade intelectual usada para fins indignos). Já tivemos, recentemente, na presidência de nosso país outros casos de grave incompetência intelectual, e todos conhecemos bem o resultado. Eram pessoas, evidentemente, que seguiam uma certa agenda pré-definida, aplicada com ajuda de diversos assessores e colaboradores. Novamente: não é preciso muito esforço para concluir que, caso Bolsonaro seja eleito, não será ele concretamente quem governará o país.

Aliás, quem realmente sabe governar, faz mais do que isso: antes de exercer o governo concretamente, sabe como estabelecer e delimitar, de antemão, as condições em que um governo será exercido, determinando o conjunto de possibilidades de quem exercerá o poder e como ele será exercido. Quem realmente sabe governar está por trás, atuando intelectualmente nos princípios, determinando o quadro de possibilidades de direção da sociedade, exercida por aqueles que executam o poder, inseridos e delimitados por esse mesmo quadro  – ou estado de coisas – estabelecido por outros.

            Vale ressaltar agora certas alianças de Bolsonaro. Com quem Bolsonaro tem feito alianças e buscado colaboração?

            Eis abaixo uma foto de Bolsonaro entre membros da maçonaria:

           

Encontramos também o candidato a vice de Bolsonaro, o general Mourão, paramentado com avental maçônico, junto com outros maçons, numa loja maçônica:

Além disso, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que quase foi o candidato a vice de Bolsonaro[1],  afirma explicitamente, nessa palestra por ele conferida (link abaixo), que é membro da maçonaria (ver, sobretudo, o trecho a partir de 9min20s):

Porque o Brasil é um pais atrasado? – Com Luiz Philippe 2

https://www.youtube.com/watch?v=kcrmtETodog&t=627s

A relação da direita com a maçonaria não é novidade. Olavo de Carvalho – que apoia a candidatura de Bolsonaro –,  por exemplo, afirmou diversas vezes que é preciso uma união da Igreja com a maçonaria, e que elas juntas contribuíram para derrubar o comunismo no Brasil e no mundo:

A Igreja Católica e a Maçonaria, juntas, derrubaram o governo pró-comunista de João Goulart. Hoje não derrubam um pino de boliche. (CARVALHO, Olavo de. Disponível em https://twitter.com/odecarvalho/status/586955050225905664?lang=pt )

Assim como não se pode culpar “a” Igreja Católica por perseguir os judeus, já que dentro dela sempre existiu uma briga de foice entre amigos e inimigos dos judeus, do mesmo modo na Maçonaria existem setores anticatólicos e pró-católicos. A aliança política mais fecunda do último meio século foi entre um Papa e um maçom — João Paulo II e Ronald Reagan –, assim como o maior amigo que os judeus tiveram na II Guerra foi um Papa, Pio XII, e o primeiro governante do mundo que levantou a voz em favor dos cristãos perseguidos nas últimas décadas foi um judeu, Benjamin Netanyahu. Não espero que essas sutilezas históricas interessem a quem já “tomou posição” e vê no sectarismo a mais obrigatória das virtudes.” (CARVALHO, Olavo de. Disponível em: https://olavodecarvalhofb.wordpress.com/2018/02/22/sectarismo/ )

A contradição é típica e estratégica dos hereges, justamente para se desviarem das condenações. Assim, Olavo afirma que é proibido aos católicos serem maçons, ao mesmo tempo em que acredita numa conciliação possível:

O católico não pode ser maçom. Existe uma bula papal feita em 1780 e qualquer coisa, que depois foi confirmada pelos papas seguintes. O sujeito que entra na maçonaria ele está automaticamente excomungado. Porque a Igreja não acertou suas diferenças com a maçonaria até hoje. Tentaram vários encontros, vários congressos, mas não acertou até hoje. E se não acertou até hoje não somos nós que vamos acertar, vamos rezar pra que tudo dê certo, porque eu acho que essa briga é algo altamente destrutivo. Na Igreja Protestante, algumas têm objeções contra a maçonaria e outras não têm. E também existem milhões de direções diferentes dentro da maçonaria. (CARVALHO, Olavo de. TrueOutspeak, 19.03.2007).

Notemos também algo bem interessante: Olavo participou em 2 de março de 2016 de um hangout no YoutubeHangout entre o Prof. Olavo de Carvalho e maçons do Avança Brasil”[2], transmitido e promovido pelo canal da organização maçônica Avança Brasil. Não se trata, portanto, de uma colaboração velada…

Curioso notar, ainda, que o conhecido membro da TFP e príncipe, Dom Bertrand de Orleans e Bragança – também conhecido por escravo Plínio Miguel (pobre príncipe!) na seita esotérica e iniciática Sempre Viva[3] , descoberta, revelada e denunciada pelo Prof. Orlando Fedeli – discursou num carro de som dessa mesma organização maçônica numa das manifestações contra a esquerda em São Paulo, na Av. Paulista, no dia 26 de março de 2017, como mostra o vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=T1FXO6iN_mA 

Não é de se espantar, uma vez que o grupo de piripiplinio, antes de se chamar TFP, se chamava Sociedade Joseph De Maistre (um conhecido maçom francês da época da revolução francesa), na década de 1950.

Em uma entrevista, reproduzida no vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ALBGpLsGXgQ, Bertrand – ou “Plínio Miguel” – afirma, contraditoriamente, que a família real brasileira não tem relações com a maçonaria. Evidentemente, a contradição é acachapante, tendo em vista sua colaboração com a entidade maçônica numa manifestação contra a esquerda, bem como a filiação explícita e pública de seu sobrinho Luiz Philippe de Orleans e Bragança na maçonaria. Sobre a tolice de um movimento em prol da restauração da monarquia no Brasil – o que já é evidente, dadas essas informações –, nas atuais condições da sociedade, deixaremos para comentar em um próximo artigo.

Vejamos, no entanto, o que ensina a Igreja a esse respeito. Além da encíclica Humanum Genus, de Leão XIII, há vários outros documentos anteriores e posteriores condenando a maçonaria. Por exemplo, o Papa Clemente XII, na Encíclica In Eminenti Apostolatus Specula (primeira condenação formal da maçonaria), de 1738, ordena que:

Ordenamos-lhe absolutamente que [os católicos] se abstenham por completo de todo relacionamento com essas sociedades, assembleias, corrilhos ou conventículos, sob pena de excomunhão incorrida ipso facto e sem necessidade de outra declaração. Ao refletir sobre os grandes males que normalmente provêm desse tipo de sociedades ou conventículos, não somente para a tranquilidade dos Estados temporais, mas também para a salvação das almas e como não podem estar de forma alguma de acordo com as leis civis e canônicas […] e por outras causas justas e razoáveis conhecidas por nós […] decidimos e decretamos a condenação e a proibição das citadas sociedades dos maçons[4].

O Papa Leão XII, na bula Quo Graviora, de 1825 – outro documento papal contra a maçonaria – ordena que:

Proibimos, portanto, em nome da Santa Obediência, a todos e cada um dos fiéis de Cristo, de qualquer estado, posição, condição, classe ou profissão que sejam, leigos ou clérigos, religiosos ou seculares […] de ousar ou presumir entrar, por qualquer pretexto, debaixo de qualquer cor, nas sociedades dos maçons, ou propagá-las, sustentá-las, recebê-las em suas casas ou dar-lhes abrigo e ocultá-las alhures, ser nelas inscrito ou agregado, assistir às suas reuniões, ou proporcionar-lhes meios para se reunirem, fornecer-lhes o que quer que seja […] que se mantenham cuidadosamente afastados dessas seitas, sociedades, de suas associações, reuniões ou assembleias, sob pena de excomunhão […][5].

Plínio Miguel, ao subir no carro de som do movimento Avança Brasil e nele discursar, colaborou, portanto, com esse “movimento”, dando a ele certo prestígio (por ser descendente da família real) e, assim, ajudando sua propagação na sociedade. Olavo de Carvalho, ao fazer o hangout com maçons do mesmo grupo, colaborou com eles propagando-os e proporcionando meio (ainda que digital) para se reunirem e se promoverem na internet, dando visibilidade a esse “movimento”. Quanto a Bolsonaro, Luiz Philippe de Orleans e general Mourão, não é difícil, portanto, chegar a uma conclusão.

Aliás, Olavo mesmo defende uma união da Igreja com a maçonaria[6].

Papa Leão XIII, numa Carta ao episcopado da Itália, datada de 8 de dezembro de 1892, ordena:

Que se evite todo vínculo, toda familiaridade com pessoas suspeitas de pertencer à maçonaria ou a sociedades ligadas a ela. Que sejam reconhecidos os seus frutos e que os católicos deles se afastem, de modo a cessar qualquer relação, não só com os ímpios e libertinos declarados que trazem na testa a marca da seita, mas também dos que se disfarçam sob a máscara da tolerância universal, do respeito a todas as religiões, da ideia de conciliar as máximas do Evangelho com as da Revolução, conciliar Cristo com Belial, a Igreja de Deus com o Estado sem Deus[7].

Novamente, o Papa Leão XIII, em outra passagem da Humanum Genus:

[…] seria obra verdadeiramente conforme à prudência civil e necessária ao bem-estar comum que governantes e povo, antes de se aliar com os maçons, contra Igreja, se unam a esta para repelir os assaltos dos maçons […] por ser essencialmente maléfica a finalidade e a natureza de tais seitas, nunca pode ser lícito inscrever-se nelas, nem ajudá-las de qualquer forma […] pois quanto mais crescer nos homens o conhecimento e o amor à Igreja, tanto mais serão aborrecidas e esquivadas as sociedades secretas”.

Poderíamos citar diversas outras condenações oficiais contra a maçonaria feitas pelo magistério da Igreja. Porém, para terminar, citamos apenas mais uma, a declaração do então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Ratzinger, em 1983, antes de ser Papa Bento XVI:

Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas.  Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre a maçonaria, 1983)[8].

Cremos que essas citações falam por si mesmas, tanto em relação ao posicionamento de Bolsonaro, Mourão, Luiz Philippe, Bertrand/Plínio Miguel e Olavo de Carvalho frente à maçonaria, quanto em relação ao posicionamento que os católicos devem ter sobre essas pessoas.

Uma ordem social correta é fruto de pessoas com orientação correta. Evidentemente, as pessoas que exercem o poder na sociedade, atualmente, estão muito, muito longe de uma orientação correta. E, como vimos, muitas vezes, é escolhendo o que se apresenta como  “menos incorreto”, que o erro se dissemina eficazmente na sociedade.

Esperamos que as pessoas percam as suas ilusões com a política, abrindo os olhos e focando naquilo que realmente importa.

Que Nossa Senhora conduza a todos nós, e sobretudo aqueles que se encontram nesses inícios de conversões que têm ocorrido atualmente (relatados na primeira parte de nosso artigo), a uma conversão plena, afastando-nos do erro e aproximando-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo; afastando-nos de astrólogos gnósticos, hereges modernistas e perenialistas pseudomísticos, que instrumentalizam a luta contra o aborto, por exemplo, para divulgar concepções e profecias  falsas e delirantes; afastando-nos de padres “profetizados”, que combatem a teologia da libertação, oferecendo como remédio não a doutrina católica, mas a heresia modernista da Nouvelle Théologie de Henri de Lubac e Hans Urs Von Balthasar.

Ninguém é obrigado a escolher entre males que são parte do mesmo mal. Ninguém é obrigado a não votar nulo. Ninguém é obrigado a sujeitar-se a falsos dilemas, como aqueles levantados por divas de youtube e facebook da direita pseudocatólica, defensoras de uma falsa obrigação de consciência em votar no que se apresenta como mal menor. Essas pessoas pensam e se expressam através de memes e não através de princípios verdadeiros.

Que Nossa Senhora nos auxilie a termos seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, reinando em nossos corações – condição sine qua non para seu Reinado Social.

Pois num coração onde há controle de natalidade, abortos, astrologia, gnose, heresia modernista e maçonaria (ainda que a pessoa diga, como que anestesiada: “mas eu sei que isso é ruim, não estou defendendo, só acho que é nossa única opção”), não é Cristo que reina e, portanto, não será assim que Ele reinará na sociedade.

Não é possível surgirem bons frutos em árvore desse tipo!         

In corde Jesu, semper.

Fernando Schlithler.

____________

[1] https://veja.abril.com.br/politica/bolsonaro-deve-anunciar-luiz-philippe-de-orleans-e-braganca-como-vice/

[2] https://www.youtube.com/watch?v=A9BRl5_DZ_Y

[3] Cf. http://www.montfort.org.br/bra/cadernos/religiao/pco-vii/#5 http://www.montfort.org.br/bra/cartas/tfp/20090927004642/

[4] https://www.youtube.com/watch?v=4O5BsjikeEs

[5] “Pertanto, severamente, ed in virtù di santa obbedienza, comandiamo a tutti ed ai singoli fedeli di qualunque stato, grado, condizione, ordine, dignità o preminenza, sia Laici, sia Chierici, tanto Secolari quanto Regolari, ancorché degni di speciale ed individuale menzione e citazione, che nessuno ardisca o presuma sotto qualunque pretesto o apparenza di istituire, propagare o favorire le predette Società dei Liberi Muratori o des Francs Maçons o altrimenti denominate; di ospitarle e nasconderle nelle proprie case o altrove; di iscriversi ed aggregarsi ad esse; di procurare loro mezzi, facoltà o possibilità di convocarsi in qualche luogo; di somministrare loro qualche cosa od anche di prestare in qualunque modo consiglio, aiuto o favore, palesemente o in segreto, direttamente o indirettamente, in proprio o per altri, nonché di esortare, indurre, provocare o persuadere altri ad iscriversi o ad intervenire a simili Società, od in qualunque modo a giovare e a favorire le medesime. Anzi, ognuno debba assolutamente astenersi dalle dette società, unioni, riunioni, adunanze, aggregazioni o conventicole, sotto pena di scomunica per tutti i contravventori, come sopra, da incorrersi ipso facto, e senza alcuna dichiarazione: scomunica dalla quale nessuno possa essere assolto, se non in punto di morte, da altri all’infuori del Romano Pontefice pro tempore”. https://w2.vatican.va/content/leo-xii/it/documents/bolla-quo-graviora-13-marzo-1825.html

https://www.youtube.com/watch?v=4O5BsjikeEs

[6] Cf. “Olavo defende a união da Igreja com a maçonaria”. https://www.youtube.com/watch?v=4O5BsjikeEs

[7] https://www.youtube.com/watch?v=4O5BsjikeEs

[8] http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19831126_declaration-masonic_po.html