Data: 30-Mai-2019
De: Rosa Silvestre de Oliveira.
Cidade: – Santos
Assunto: José Monir Nasser – ensinamentos da doutrina católica

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Boa tarde!
Salve Maria.

Meu nome é Rosa e resido na cidade de Santos; vou direto ao assunto:

– sou batizada e crismada.

– assisti várias palestras do Olavo de Carvalho; embora, hoje, seja advogada, faço parte dos analfabetos funcionais, percebi, pouco tempo depois de formada que não havia aprendido nada, na escola, tampouco na faculdade; seduzida com a ideia de ser uma “intelectual”, obter “cultura” passava quase que o dia todo ouvindo suas palestras.

– através dele, passei a assistir palestras do professor José Monir Nasser, Expedições pelo mundo da cultura, financiado pelo Sesi, onde ele faz uma interpretação da literatura ocidental, também com a intenção de formar intelectuais.

– Através deles, por citações em palestras, conheci o trabalho, primeiro, do professor Orlando Fedeli e depois dos demais, só depois disso passei a desconfiar daquilo que eu ouvia e estava colocando em prática.

Peço gentilmente, que avaliem o trabalho deste professor, José Monir Nasser, e me digam se é confiável ou não. Não possuo conhecimento para discernir se se trata de um trabalho de incentivo a cultura ou uma doutrinação anti-católica, pois depois de assistir e ler artigos publicados por vocês, tudo o que então estava me deixando encantada passou , de repente, a soar estranho.

Obrigada

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Resposta

Prezada Sra. Rosa,

Salve Maria!

José Monir Nasser foi colaborador direto de Olavo de Carvalho. Uma coisa interessante a saber é que um ex-aluno de Olavo (que também conhecia o Nasser) nos contou pessoalmente que esse costumava dizer que nunca havia visto o Olavo tão desesperado e angustiado quanto na época da polêmica com o Prof. Orlando Fedeli. Ele teria se sentido descoberto ou algo assim. Esse mesmo ex-aluno nos contou que por cerca de 6 meses a única coisa sobre a qual Olavo falava nas aulas era a respeito da polêmica com o Prof. Fedeli, e que, além disso, ele teria entrado em depressão nessa época por essa razão.

Ouvi uma palestra do Nasser disponível na internet sobre o gnóstico René Guénon (uma das principais referências intelectuais de Olavo) e favorável a esse péssimo autor. Além disso, é conhecido que Nasser indicava os filhos muçulmanos de Olavo para que esses dessem palestras para seus alunos, e isso sem nem sequer avisar de que se tratavam de muçulmanos. Por essa razão, apesar de eu não ter visto as outras palestras, Nasser não pode ser considerado de modo algum uma referência confiável.

Como mostra o relato abaixo por nós recebido (cujo autor pediu anonimato para não sofrer retaliações), Luiz Gonzaga de Carvalho e Marcelo Cipolla teriam influenciado a apostasia de alguns católicos desse grupo de alunos do Nasser para o islamismo:

“Como me foi pedido, segue um relato sobre as visitas de Luiz Gonzaga de Carvalho Neto e seu amigo MarceloJaffar” Cipolla, a Paranavaí, interior do Paraná.

Através de um grupo de estudos daqui da cidade (o CODEP, em parceira com a Prefeitura Municipal), que sempre vinha promovendo encontros, palestras e cursos de extensão para professores e interessados, um dos professores mais estimados pelo grupo, o finado professor José Monir Nasser, de Curitiba, mencionou o nome de Luiz Gonzaga de Carvalho Neto (conhecido por “Gugu“) como indicação para um curso sobre espiritualidade e filosofia cristãs. E como o grupo confiava muito no professor Monir, resolveram convidar o “Gugu” para ministrar estas aulas.

O curso começou com um programa intitulado “Os Santos que Abalaram o Mundo“, baseado num livro de René Fülöp-Milllerrefletindo sobre alguns detalhes determinantes na conversão de cinco santos (Santo AntãoSão Francisco de AssisSanto Inácio de LoiolaSanto Agostinho Santa Teresa d’Ávila), e logo em seguida veio outro curso intitulado “Os Mistérios do Rosário, em que o professor ia discutindo algumas analogias práticas entre os mistérios do rosário e a vida humana cotidiana. Segundo ele, tal ensinamento adveio dos monges com os quais teve contato no passado.

Até aqui, não parecia haver nada doutrinalmente estranho ou suspeito. O problema, a meu ver, começou quando Luiz Gonzaga, ao ser questionado sobre sua religião, disse não poder divulgá-la sob pena de poder perder ouvintes que possivelmente fossem de outras denominações ou crenças. A partir daí, surgiu o primeiro mistério em torno do até então desconhecido professor.

Passado algum tempo, vindo a Paranavaí com certa periodicidade, inesperadamente “Gugu” disse que não mais poderia vir para cá, mas enviou um amigo dele, um tal de Marcelo Cipolla.

Com o novo professor, continuou-se o curso, agora sobre a Santíssima Virgem Maria.

Em meio a suas falas, Marcelo começava a “puxar a sardinha” para o lado de “outros” tipos de santos (mussulmanos, budistas, etc.), o que me deixou intrigado e frustrado (pois pensava esta diante de um católico “fervoroso”!).

Durante o intervalo para o café, procurei conversar com o professor indicado pelo “Gugu”, e questionei-o em sua fala (a de que Deus salvaria o povo através de qualquer religião tradicional), perguntando, em meio a tanto relativismo religioso, sobre onde ficaria o Deus Eucarístico nisso tudo. Nesse momento, Marcelo sutilmente puxou-me para um canto da sala, e, em particular, quase cochichando, disse-me, em um tom mansinho-mansinho, que o que me falaria não deveria ser dito a nenhum padre! E aí falou sobre as “múltiplas encarnações do Verbo Divino” nas mais diversas formas religiosas… etc. etc. etc.

Pois bem, ouvi-o falar. Disse-me que Deus era misericórdia pura, e que jamais deixaria outros que não fossem católicos (“só” por não sê-los) se perderem.

Daí em diante parei de ir aos cursos.

Depois de um tempo, dois amigos meus, católicos, após alguns meses afastados, surgiram “islamizados”, dizendo-se “convertidos” ao islamismo maometano. Inclusive o Marcelo Cipolla, que, durante os cursos que aqui ministrava, estava em transição para o islamismo, passando a assumir o nome de Marcelo Jaffar Cipolla.

Conversando com o Luiz Gonzaga pelo Facebook, ele negou a hipótese de que tudo isso se tratava de uma missão islamizadora de cristãos e indecisos religiosamente, e disse que tal suposição (a de que ele também fazia parte da estratégia infiltrada aqui na cidade) não seria digna nem de uma resposta! Por fim, bradou um abrupto “parem de me encher o saco!” e excluiu-me de sua rede social, sem argumentar.

Hoje, estes dois amigos converteram suas esposas (“convertidas” entre aspas!), e vivem viajando para a Inglaterra e Marrocos, em busca de contato pessoal com “santos” (segundo eles) islâmicos”.

Um outro relato publicado no Facebook também confirma essas informações:

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Ressalto que o fato de haver membros da Igreja, inclusive do alto clero que tenham uma conduta desalinhada com o que ensina a Igreja Católica, seja defendendo heresias, seja até cometendo pecados abomináveis contra a natureza, jamais pode ser argumento contra a indefectibilidade da Igreja.

Todos os pecados cometidos por católicos (inclusive por membros do alto clero) não são ensinados pela doutrina católica, não são ensinados pela Igreja. Logo, tratam-se de desvios. O pecado deles não altera a doutrina, não altera a validade dos sacramentos, não rompe com a sucessão apostólica nem com o Primado de Pedro. A Igreja Católica é a única que tem a doutrina verdadeira, ou seja, os ensinamentos verdadeiros de Cristo. A heresia é sempre um veneno na alma. A Igreja Católica não ensina heresias. Aqueles que estão dentro da Igreja e pecam gravemente, ensinando e defendendo formalmente heresias, cometendo pecados mortais, são membros mortos da Igreja: seus erros não podem ser imputados a Igreja, pois são erros pessoais. Ao cometerem esses graves erros, eles não agem como católicos, tal como um médico quando comete uma falha ou até mesmo um crime se valendo da profissão de médico, não age como um médico.

Eis um ótimo argumento que aprendi numa aula da Prof. Laura Palma: a medicina é boa para a humanidade? Sim, isso ninguém questiona. No entanto, as falhas médicas em hospitais matam mais do que câncer, violência e trânsito (http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/11/falhas-em-hospitais-matam-mais-que-o-cancer-violencia-e-o-transito.html) Ora, se as falhas médicas matam tanto, não seria o caso de fecharmos os hospitais para que menos pessoas morressem? Óbvio que não!!! Os médicos quando falham, não atuam como médicos, ou seja, o ato de falha do médico não é um ato da medicina, mas um desvio! Nem por isso deve-se fechar hospitais, pois eles salvam também. Ora, o mesmo vale para a Igreja: os pecados de seus membros, sobretudo do clero, não são atos católicos! Eles não agem enquanto sacerdotes católicos, mas enquanto membros mortos. E, tal como uma pessoa não deixaria de frequentar hospitais caso doente, ela também não deve abandonar a Igreja, pois só através dela é que se pode salvar a alma, fora dela não há salvação.

Se a pessoa foca apenas nas falhas dos médicos sem levar em conta seus acertos, acabará tendo uma noção errada da medicina. O mesmo no que tange a conduta dos católicos e sobretudo do clero.

No caso relatado, pessoas adeptas de falsas religiões usam esse sofisma barato para convencer católicos vulneráveis e sem formação religiosa sólida a apostatarem. Esses, a pretexto de estarem se livrando de certos erros como a teologia da libertação, acabam por esposar erros ainda mais graves como o do perenialismo gnóstico e o sufismo esotérico das tariqahs islâmicas.

A respeito da polêmica com o Prof. Orlando Fedeli, bem como sobre a atuação dos filhos muçulmanos do Olavo (e sobre o apoio de Olavo a eles), recomendo que se leia o mais recente lançamento da edições Flos Carmeli “As polêmicas de Orlando Fedeli e Fernando Schlithler contra Olavo de Carvalho”(disponível aqui: https://www.floscarmeliedicoes.com.br/sob-a-mascara)., que contém tanto o texto principal do Prof. Fedeli contra Olavo como um trabalho posterior e complementar por nós realizado.

Salve Maria!

Fernando Schlithler

Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação.

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