MENSAGEM DO CARDEAL BURKE SOBRE O CORONAVÍRUS

 

Caros amigos,
Há algum tempo que estamos em combate contra a propagação do coronavírus, COVID-19. De tudo o que podemos dizer – e uma das dificuldades do combate é que muito sobre essa doença é incerto – a batalha ainda vai continuar por algum tempo. O vírus envolvido é particularmente insidioso, pois tem um período de incubação relativamente longo – alguns dizem 14 dias e alguns dizem 20 dias – e é altamente contagioso, muito mais altamente contagioso do que outros vírus que temos visto.
Um dos principais meios naturais para nos defendermos contra o coronavírus é evitar qualquer contato próximo com os outros. É importante, de fato, manter sempre uma distância – alguns dizem um metro – uns dos outros, e, claro, evitar reuniões de grupo, ou seja, reuniões em que as pessoas estão muito próximas umas das outras. Além disso, uma vez que o vírus é transmitido por pequenas gotículas emitidas quando se espirra ou se assopra o nariz, é fundamental lavar as mãos com frequência com sabão desinfetante e água quente durante pelo menos 20 segundos, e usar desinfetantes e lenços de mão. É igualmente importante desinfectar mesas, cadeiras, balcões etc., em que estas gotículas podem ter caído e de onde são capazes de transmitir o contágio por algum tempo. Se espirrarmos ou assoarmos o nariz, somos aconselhados a usar um lenço de papel, e descartá-lo imediatamente, e ainda depois lavar as mãos. É claro, aqueles que são diagnosticados com o coronavírus devem ser colocados em quarentena, e aqueles que não estão se sentindo bem, mesmo se não foi determinado que eles sofrem do coronavírus, devem, por caridade para com os outros, permanecer em casa, até que estejam se sentindo melhor.
Vivendo na Itália, onde a propagação do coronavírus tem sido particularmente mortífera, especialmente para os idosos e para aqueles que já estão em um estado de saúde delicada, estou edificado pelo grande cuidado que os italianos estão tomando para proteger a si mesmos e outros do contágio. Como você já deve ter lido, o sistema de saúde na Itália está sendo severamente posto à prova na tentativa de fornecer hospitalização necessária e tratamento de cuidados intensivos para os mais vulneráveis. Por favor, rezem pelo povo italiano e especialmente por aqueles para quem o coronavírus pode ser fatal e aqueles a quem foi confiado o seu cuidado. Sendo cidadão dos Estados Unidos, tenho acompanhado a situação da propagação do coronavírus na minha terra natal e sei que aqueles que vivem nos Estados Unidos estão cada vez mais preocupados em parar a sua propagação, para que uma situação como essa na Itália não seja repetida em casa.
Toda esta situação nos coloca, sem dúvida, numa profunda tristeza e também com medo. Ninguém quer contrair a doença relacionada com o vírus ou que mais alguém contraia. Especialmente não queremos que os nossos queridos idosos ou outros que estão pouca saúde sejam colocados em perigo de morte através da propagação do vírus. Para combater a propagação do vírus, estamos todos numa espécie de retiro espiritual forçado, confinados a quartos e incapazes de mostrar sinais habituais de afeto à família e aos amigos. Para aqueles em quarentena, o isolamento é claramente ainda mais grave, não sendo capaz de ter contato com ninguém, nem mesmo à distância.
Se a própria doença associada ao vírus não foi suficiente para nos preocupar, não podemos ignorar a devastação econômica que a propagação do vírus causou, com os seus graves efeitos sobre os indivíduos e as famílias, e aqueles que nos servem de tantas maneiras na nossa vida diária. É claro que os nossos pensamentos não podem deixar de incluir a possibilidade de uma devastação ainda maior da população das nossas terras e, na verdade, do mundo.
Certamente, temos razão em aprender e empregar todos os meios naturais para nos defendermos contra o contágio. É um ato fundamental de caridade usar todos os meios prudentes para evitar contrair ou espalhar o coronavírus. No entanto, os meios naturais para impedir a propagação do vírus devem respeitar aquilo de que precisamos para viver, por exemplo, o acesso a alimentos, água e medicamentos. Os governos, por exemplo, na sua imposição de restrições cada vez maiores à circulação de indivíduos, preveem que os indivíduos possam visitar o supermercado e a farmácia, com a observância das precauções de distanciamento social e de uso de desinfetantes por parte de todos os envolvidos.
Ao considerar o que é necessário para viver, não devemos esquecer que a nossa primeira consideração é o nosso relacionamento com Deus. Recordamos as palavras de Nosso Senhor no Evangelho segundo São João: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós viremos a ele, e faremos nele a nossa morada.” (14, 23). Cristo é o Senhor da natureza e da história. Ele não está distante e desinteressado de nós e do mundo. Ele nos prometeu: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt 28, 20). Ao combater o mal do coronavírus, a nossa arma mais eficaz é, portanto, a nossa relação com Cristo através da oração e penitência, e devoções e adoração Sagrada. Nós nos voltamos para Cristo para nos livrar da peste e de todo o mal, e ele nunca deixa de responder com amor puro e generoso. É por isso que é essencial para nós, em todos os momentos e sobretudo em tempos de crise, ter acesso às nossas igrejas e capelas, aos Sacramentos, às devoções e orações públicas.
Assim como somos capazes de comprar alimentos e medicamento, enquanto tomamos cuidado para não espalhar o coronavírus, assim também devemos ser capazes de rezar em nossas igrejas e capelas, receber os Sacramentos, e tomar parte em atos públicos de oração e devoção, para que conheçamos a proximidade de Deus conosco e permaneçamos perto dEle, oportunamente invocando Sua ajuda. Sem a ajuda de Deus, estamos realmente perdidos. Historicamente, em tempos de peste, os fiéis se reuniam em fervorosa oração e participavam de procissões. Na verdade, no Missal Romano, promulgado pelo Papa São João XXIII em 1962, há textos especiais para a Santa Missa, a ser oferecida em tempos de peste, a Missa Votiva para a Libertação da Morte em Tempo de Peste (Missae Votivae ad Diversa, n. 23). Da mesma forma, na Ladainha tradicional dos Santos, se reza: “da praga, da fome e da guerra, Senhor, livrai-nos.”
Muitas vezes, quando nos encontramos em grande sofrimento e mesmo diante da morte, perguntamos: “onde está Deus?”, mas a verdadeira questão é: “Aonde nós estamos?” Em outras palavras, Deus está certamente conosco para nos ajudar e nos salvar, especialmente no momento da provação severa ou da morte, mas muitas vezes estamos longe dEle por causa de nosso fracasso em reconhecer nossa total dependência dEle e, portanto, para rezar diariamente a Ele e oferecer-Lhe nossa adoração.
Nestes dias, tenho ouvido de tantos católicos devotos que estão profundamente entristecidos e desencorajados de não serem capazes de rezar e prestar culto em suas igrejas e capelas. Eles entendem a necessidade de observar a distância social e de seguir as outras precauções, e eles seguirão essas práticas prudentes, que eles podem facilmente fazer em seus lugares de culto. Mas, muitas vezes, eles têm que aceitar o profundo sofrimento de ter suas igrejas e capelas fechadas, e de não ter acesso à Confissão e à Santíssima Eucaristia.
Sob a mesma luz, uma pessoa de fé não pode considerar a calamidade atual em que nos encontramos sem considerar também o quão distante nossa cultura popular está de Deus. Não é apenas indiferente à Sua presença no meio de nós, mas abertamente rebelde para com Ele e a boa ordem com que Ele nos criou e nos sustenta o ser. Basta pensar nos comuns ataques violentos contra a vida humana, homens e mulheres, que Deus fez à sua própria imagem e semelhança (Gn 1, 27), ataques contra os inocentes e indefesos nascituros (aborto), e sobre aqueles a quem nós temos o primeiro dever de cuidador, aqueles que estão fortemente sobrecarregados com doenças graves, de idade avançada, ou que possuem necessidades especiais. Somos diariamente testemunhas da propagação da violência numa cultura que não respeita a vida humana.
Do mesmo modo, basta pensar no ataque generalizado à integridade da sexualidade humana, à nossa identidade como homem ou mulher, com a pretensão de definir nós mesmos, muitas vezes empregando meios violentos, uma identidade sexual diferente da que nos foi dada por Deus. Com cada vez maior preocupação, testemunhamos o efeito devastador sobre indivíduos e famílias da chamada “teoria do gênero”.
Nós também testemunhamos, mesmo dentro da Igreja, um paganismo que venera a natureza e a terra. Há aqueles dentro da Igreja que se referem à terra como nossa mãe, como se viéssemos da Terra, e a terra é a nossa salvação. Mas nós viemos da mão de Deus, Criador do céu e da Terra. Só em Deus encontramos a salvação. Oramos nas palavras divinamente inspiradas do Salmista: “Só ele é o meu rochedo e a minha salvação, o meu baluarte: não vacilarei.” (Sl 62 [61], 6). Vemos como a própria vida da fé se tornou cada vez mais secularizada e, assim, comprometeu o senhorio de Cristo, o Filho de Deus encarnado, Rei dos Céus e da Terra. Testemunhamos tantos outros males que derivam da idolatria, da adoração a nós mesmos e do nosso mundo, em vez de adorar a Deus, a fonte de todo o ser. Nós, tristemente, vemos em nós mesmos a verdade das palavras inspiradas de São Paulo a respeito da “impiedade e injustiça daqueles homens que retêm a verdade de Deus cativa da injustiça”: “eles que trocaram a verdade de Deus pela mentira e que adoraram e serviram a criatura de preferência ao Criador, que é bendito por todos os séculos. Amém.” (Rom 1, 18. 25).
Muitos com quem eu estou em comunicação, refletindo sobre o presente crise de saúde mundial, com todos os seus consequentes efeitos, manifestaram-me a esperança de que isto vai levar-nos – como indivíduos e famílias, e, como uma sociedade – para a reforma da nossa vida, voltar-se para Deus, que é certamente mais perto de nós, que é imensurável e incessante em sua misericórdia e amor para conosco. Não há dúvida de que grandes males como a peste são um efeito do pecado original e de nossos pecados atuais. Deus, em sua justiça, deve reparar a desordem que o pecado introduz em nossas vidas e em nosso mundo. De fato, ele cumpre as exigências da justiça por sua misericórdia superabundante.
Deus não nos deixou no caos e na morte que o pecado introduziu no mundo, mas enviou o Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, para sofrer, morrer, ressuscitar dentre os mortos, e subir em glória à Sua mão direita, para permanecer sempre conosco, purificando-nos do pecado e inflamando-nos com o Seu amor. Em sua justiça, Deus reconhece os nossos pecados e a necessidade de sua reparação, enquanto, em sua misericórdia, ele lança sobre nós a graça de se arrepender e fazer reparação. O Profeta Jeremias orou: “Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade, as iniquidades de nossos pais; pecamos contra ti. Não nos desprezes, por amor do Teu Nome, não permitas que seja ultrajado por causa de nós (o templo que é) o trono da tua glória; lembra-te, não anules a tua aliança conosco.” (Jer 14, 20-21).
Deus nunca nos vira as costas; ele nunca quebrará a sua aliança de amor fiel e duradouro conosco, mesmo que sejamos tão frequentemente indiferentes, frios e infiéis. Como o sofrimento da presente crise revela para nós tanta indiferença, frieza e infidelidade da nossa parte, somos chamados a voltar-nos para Deus e a implorar pela sua misericórdia. Estamos confiantes de que Ele nos ouvirá e nos abençoará com seus dons de misericórdia, perdão e paz. Juntamos os nossos sofrimentos à paixão e morte de Cristo e, assim, como diz São Paulo, “completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, pelo seu corpo (místico), que é a Igreja” (Col 1, 24). Vivendo em Cristo, conhecemos a verdade da nossa oração Bíblica: “A salvação dos justos vem do Senhor; ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.” (Sl 37 [36], 39). Em Cristo, Deus nos revelou plenamente a verdade expressa na oração do Salmista: “A misericórdia e a fidelidade se encontraram juntas, a justiça e a paz se oscularam” (SL 85 [84], 10 (nota do tradutor: o certo é versículo 11)).
Em nossa cultura totalmente secularizada, há uma tendência de ver a oração, devoção e o culto, como uma outra atividade qualquer, por exemplo, como ir ao cinema ou como um jogo de futebol, esses últimos não são essenciais e, portanto, podem ser cancelados por uma questão de precauções para conter a disseminação de um terrível contágio. Mas a oração, as devoções e o culto, acima de tudo, a Confissão e a Santa Missa, são essenciais para permanecermos saudáveis e fortes espiritualmente, e para procurarmos a ajuda de Deus em um tempo de grande perigo para todos. Portanto, não podemos simplesmente aceitar as determinações de governos seculares, que tratam a adoração de Deus da mesma maneira que ir a um restaurante ou a uma competição atlética. Caso contrário, as pessoas que já sofrem tanto com os resultados da peste são privadas daqueles encontros objetivos com Deus que está em nosso meio para restaurar a saúde e a paz.
Nós, bispos e sacerdotes, precisamos explicar publicamente a necessidade dos católicos de orar e adorar em suas igrejas e capelas, e de ir em procissão pelas ruas e caminhos, pedindo a bênção de Deus sobre seu povo que sofre tão intensamente. Devemos insistir para que os regulamentos do Estado (também para o bem do Estado) reconheçam a importância distinta dos lugares de culto, especialmente em tempo de crise nacional e internacional. No passado, de fato, os governos compreenderam, acima de tudo, a importância da fé, da oração e do culto do povo para superar uma epidemia.
Como temos encontrado uma forma de fornecer alimentos e medicamentos e outras necessidades da vida, durante um período de contágio, sem irresponsabilidade e risco de propagação do contágio, assim, de uma maneira semelhante, podemos encontrar uma maneira de prover as necessidades de nossa vida espiritual. Podemos oferecer mais oportunidades a Santa Missa e as devoções, nas quais uma série de fiéis podem participar sem violar as precauções necessárias contra a propagação do contágio. Muitas das nossas igrejas e capelas são muito grandes. Eles permitem que um grupo de fiéis se reúna para orar e adorar sem violar as exigências da “distância social”. O confessionário tradicional é geralmente equipado com uma tela ou, se não for, pode ser facilmente equipado com um véu fino que pode ser tratado com desinfetante, de modo que o acesso ao sacramento da confissão seja possível sem grande dificuldade e sem perigo de transmissão do vírus. Se uma igreja ou capela não tem pessoal suficientemente para desinfetar regularmente os bancos e outras superfícies, não tenho dúvidas de que os fiéis, em gratidão pelos dons da Santa Eucaristia, confissão e devoção pública, ajudarão de bom grado.
Mesmo que, por qualquer razão, não sejamos capazes de ter acesso às nossas igrejas e capelas, devemos lembrar que as nossas casas são uma extensão da nossa paróquia, uma pequena igreja para a qual trazemos Cristo do nosso encontro com Ele na Igreja maior. Que os nossos lares, durante este tempo de crise, reflitam a verdade de que Cristo é o convidado de cada lar cristão. Voltemo-nos a Ele através da oração, especialmente do Rosário, e outras devoções. Se a imagem do Sagrado Coração de Jesus, juntamente com a imagem do Imaculado Coração de Maria, não está já entronizada em nossa casa, agora seria o momento de fazê-lo. O lugar da imagem do Sagrado Coração de Jesus é para nós um pequeno altar em casa, no qual reunimos, consciente de que Cristo habita conosco através do derramamento do Espírito Santo em nossos corações, e o nosso lugar, muitas vezes pobres e corações pecadores em Seu glorioso Coração trespassado – sempre abertos para receber-nos, curar-nos de nossos pecados e para nos encher com o amor divino. Se você deseja entronizar a imagem do Sagrado Coração de Jesus, recomendo-lhe o manual, a entronização do Sagrado Coração de Jesus, disponível através do Apostolado catequista Mariano. Também está disponível em traduções em polaco e Eslovaco.
Para aqueles que não podem ter acesso à Santa Missa e à santa comunhão, recomendo a prática devota da comunhão espiritual. Quando estamos justamente disposto a receber a Sagrada Comunhão, isto é, quando estamos em estado de graça, não consciente de qualquer pecado mortal que temos cometido e para o qual ainda não temos sido perdoados no Sacramento da Penitência, e o desejo de receber Nosso Senhor na Santa Comunhão, mas são incapazes de fazê-lo, unimo-nos espiritualmente com o Santo Sacrifício da Missa, a oração a Nosso Senhor Eucarístico em palavras de Santo Afonso de Ligório: “Como agora eu sou incapaz de recebe-Lo sacramentalmente, vinde a mim, ao menos espiritualmente, ao meu coração.” A comunhão espiritual é uma bela expressão de amor a Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento. Não deixará de nos trazer graças abundantes.
Ao mesmo tempo, quando temos consciência de ter cometido um pecado mortal e somos incapazes de ter acesso ao Sacramento da Penitência ou Confissão, a Igreja convida-nos a fazer um ato de perfeita Contrição, que é, de tristeza pelo pecado, que “surge do amor pelo qual Deus é amado acima de tudo”. Um ato de perfeita contrição “obtém igualmente o perdão dos pecados mortais, se incluir o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental” (Catecismo da Igreja Católica, nº 1452). Um ato de perfeita contrição dispõe a nossa alma para a comunhão espiritual.
No final, a fé e a razão, como sempre fazem, trabalham juntos para proporcionar a solução justa e correta para um desafio difícil. Devemos usar a razão, inspirada pela fé, para encontrar a maneira correta de lidar com uma pandemia mortal. Dessa maneira deve se dar prioridade à oração, devoção e culto, à invocação da Misericórdia de Deus sobre o seu povo que sofre tanto e está em perigo de morte. Feito à imagem e semelhança de Deus, nós desfrutamos dos dons do intelecto e do livre arbítrio. Usando estes dons dados por Deus, unidos aos dons também dados por Deus da Fé, Esperança e Caridade, vamos encontrar o nosso caminho no tempo presente de provação mundial, que é a causa de tanta tristeza e medo.
Podemos contar com a ajuda e intercessão de nossos amigos no céu, a quem estamos intimamente unidos na comunhão dos Santos. A Virgem Mãe de Deus, os Santos Arcanjos e Anjos da Guarda, São José, o verdadeiro esposo da Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Universal, São Roque que invocamos em tempos de epidemia, e os outros santos e veneráveis a quem regularmente nos voltamos em oração estão ao nosso lado. Eles nos guiam e constantemente nos asseguram que Deus nunca deixará de ouvir a nossa oração; Ele responderá com a sua imensurável e incessante misericórdia e amor.
Caros amigos, ofereço-lhes estas poucas reflexões, profundamente conscientes do quanto estão sofrendo por causa da pandemia coronavírus. É minha esperança que as reflexões possam ser de ajuda para você. Acima de tudo, espero que elas o inspirem a se voltar para Deus em oração e culto, cada um de acordo com suas possibilidades, e assim experimentar sua cura e paz. Com as reflexões vem a certeza da minha lembrança diária de suas intenções em minha oração e penitência, especialmente na oferta do Santo Sacrifício da Missa.
Peço-lhes, por favor, que se lembrem de mim nas suas orações diárias.
Permaneço vosso no Sagrado Coração de Jesus e no Imaculado Coração de Maria, e no mais puro coração de São José.

 

Cardeal Raymond Leo Burke
21 de março de 2020
Festa de São Bento, Abade

 

 

Por: Cardeal Burke | Tradutor: Daniel Aguiar (danieljaguiar2@gmail.com)

Origem: https://www.cardinalburke.com/presentations/combat-against-coronavirus

Fontes Bíblicas: Edição Padre Mato Soares

Fonte Catecismo: https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap1_1420-1532_po.html

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