Ivone Fedeli

OS CAMINHOS DE MARIA SANTÍSSIMA

PARTE 2 

 

AS MONTANHAS DE JUDÁ E O CAMINHO DE BELÉM

 

Aproveitando o Advento, damos continuidade a nosso trabalho sobre o significado espiritual dos caminhos trilhados pela Santíssima Virgem, segundo o texto do Evangelho.

Em nosso primeiro artigo vimos como a Sagrada Escritura nos apresenta a Santíssima Virgem, por sete vezes, a caminho:

  1. Pelas montanhas de Judá, indo visitar Santa Isabel;
  2. A caminho de Belém, por ordem de César Augusto;
  3. Em direção a Jerusalém, para cumprir os ritos da apresentação da Purificação e da Apresentação do Menino, no Templo;
  4. Em fuga para o Egito;
  5. De volta do Egito para a Judeia e Galileia, quando morre Herodes;
  6. Em peregrinação ao Templo de Jerusalém, quando perde o Menino Jesus;
  7. Por fim, na Paixão, a caminho do Calvário.

Vimos também como o texto da Sagrada Escritura, além de seu significado histórico, pode e deve ser usado para a meditação dos católicos como fonte de verdades espirituais. Assim, passamos a analisar em que sentido esses “caminhos” da Santíssima Virgem pode servir de modelo para a vida de todos os fiéis.

1. Primeiro caminho: amor ao próximo e apostolado

Imediatamente, apressadamente, após a concepção do Verbo feito carne, vemos a Virgem Santíssima dirigir-se às montanhas de Judá em auxílio a sua idosa parente, Santa Isabel. Em sua pitoresca linguagem setecentista, São Francisco de Sales comenta assim essa pressa e suas razões:

Pobre jovenzinha Senhora, grávida do Filho de Deus […] empreende sua viagem com um pouco de ansiedade, pois o Evangelho diz que foi com pressa. Ah! As primícias dos movimentos d’Aquele que ela tem em suas entranhas só podem ocorrer com fervor.

Pensando bem, vós não achais que o que incitou mais particularmente nossa gloriosa Mestra a fazer essa visita foi a caridade ardentíssima e uma profundíssima humildade que a fez atravessar com rapidez e prontidão as montanhas da Judeia? Certamente, foram essas duas virtudes que a impulsionaram e a fizeram deixar a pequena Nazaré, pois a caridade não é ociosa; ela ferve nos corações onde reina e habita; e a santa Virgem estava plena dela, uma vez que tinha o próprio amor em suas entranhas.[1]

Sim, é este o primeiro caminho tomado pela Santíssima Virgem: o caminho da caridade e, muito particularmente, o caminho da caridade para com o próximo, nascida da mais profunda e ardente caridade para com Deus, aquela que é capaz mesmo de deixar a Deus, o íntimo recolhimento de Nazaré, por Deus, no serviço zeloso do próximo.

Com efeito, como afirma São João, “Quem não ama seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê?”[2] Nossa Senhora, ao apressar-se para servir Santa Isabel, ensina-nos, do modo mais eficiente, pelo exemplo, que a caridade para com o próximo, a prática das obras espirituais e materiais de caridade, são o mais seguro sinal de que Cristo vive em nós pela graça.

Assim, ensina a grande Santa Catarina de Siena, fiel discípula da Virgem Santíssima, que:

Esse afeto [a Deus] não podemos mostrar nele [em Deus] pela utilidade que lhe possamos fazer, pois ele não tem necessidade dos nossos bens[3]; mas podemos e devemos demonstrá-lo nos nossos irmãos, buscando a glória e louvor do nome de Deus neles. Logo, não mais negligência, não dormir na ignorância, mas com coração aceso e audacioso distender os doces e ardorosos desejos e dar a honra a Deus e a fadiga ao próximo, não nos separando nunca do nosso objeto, Cristo crucificado.[4]

E ensina também a pequena Santa Teresa de Lisieux, outra grande devota de Nossa Senhora, que, “nesta vida, a caridade fraterna é tudo e ama-se Deus na medida em que se a pratica”[5].

Mas Nossa Senhora é modelo não apenas do que devemos fazer, mas também do modo como o devemos fazer, sem que a caridade para com o próximo – o serviço aos outros – nos possa servir de escusa para um afastamento dos atos próprios da caridade para com Deus, aqueles que se referem diretamente à vida espiritual.

Ao estudar, do ponto de vista teológico, a Visitação, o Padre Pier Carlo Landucci, toma-a como modelo perfeito do que deve ser a vida apostólica, segundo a doutrina de São Tomás de Aquino[6], que resume:

Essa [a vida apostólica] acrescenta ao conceito genérico de vida ativa algumas condições e modalidades particulares, exatamente em razão das quais se torna superior à pura vida contemplativa, enquanto “non fit per modum subtractionis, sed per modum additionis” [7] (ivi 1 ad 3).

Ou seja, a chamada vida apostólica, que os autores reputam como superior à vida puramente contemplativa, já a partir do pressuposto de que não poderia ser de outro modo, pois que foi essa a vida levada por Nosso Senhor Jesus Cristo, não é algo “a menos” que a vida contemplativa, mas algo “a mais”. Isto é, somente se pode falar em vida apostólica, em apostolado, quando à contemplação, à oração, se acrescenta o empenho em levar o próximo ao conhecimento e ao amor daquelas mesmas verdades que se conheceu pelo estudo e pela oração.[8]

Como muito bem resume São Tomás, “assim como é melhor iluminar que apenas brilhar, assim também é melhor levar os outros à contemplação do que apenas contemplar.”[9]

“Com tais condições”, continua Landucci, “não há oposição entre a atividade e a contemplação, mas esta se torna o pressuposto daquela.”

[…]

“Essas particulares condições, segundo o citado texto do Angélico, são precisamente que a ação ocorra

  • Quanto ao motivo, por um amor a Deus transbordante: “propter abundantiam divini amoris”;
  • Quanto ao fim, para a glória divina: “propter ipsius gloriam”;
  • Quanto ao gosto, contrariando-o, sacrificando-se: “sustinet a dulcedine divinae contemplationis… separari”;
  • Quanto à duração, limitando-a (sem excluir que deva ocupar, contudo, como de costume, a maior parte do dia): “interdum… ad tempus”,
  • Enfim quanto à medida de todos os precedentes (o quando, o como, o quanto dedicar-se à obra, e é, pois, a nota suprema), segundo a vontade divina:ut eius voluntas impleatur”.[10]

E o Padre Landucci mostra como em Nossa Senhora todas estas condições se cumpriram de modo perfeito, razão pela qual ela pode com toda a justiça ser chamada de Rainha dos Apóstolos.

Com efeito, o que a faz, sacrificando-se, deixar o recolhimento de Nazaré, no qual poderia, em íntima e ardentíssima oração, entreter-se com o Verbo Encarnado, que a perfeição de sua caridade fizera descer do céu – tu encontraste graça diante de Deus, diz o Anjo – é justamente essa “abundância do divino amor”, extremamente comunicativa, de si mesma.

É ela que a faz desejar a maior glória de Deus, que a santificação de São João Batista e a iluminação de Santa Isabel – “cheia do Espírito Santo” -, bem como o canto do Magnificat promovem de modo tão excelente. Mas tudo “para cumprir a vontade de Deus”, pois é por sugestão do Anjo que ela se decide a ir, tendo sido, segundo o Padre Landucci um “convite a uma eficaz ação” o propósito da menção de São Gabriel ao caso de Santa Isabel.[11]

Por fim, uma outra nota própria da atividade apostólica correta, radicada na vida contemplativa, é que o seu tempo seja limitado pelas necessidades da própria oração. Assim, ao narrar o nascimento de São João Batista, o texto do Evangelho mostra que, nesse momento em que a casa se enche de visitantes, familiares e amigos, a Santíssima Virgem não mais lá se encontra.

Em seu primeiro caminho, Maria Santíssima é, portanto, um perfeito modelo de apostolado. De um apostolado cuja eficácia vem da união com Nosso Senhor Jesus Cristo e que leva amar o bem do próximo até o sacrifício de si mesmo e de tudo o que se possa ter de mais caro, como Ela provou abundantemente na Paixão, quando consentiu, para o bem dos homens, na imolação de seu Filho Unigênito.

Para nós, a lição desse primeiro caminho da Santíssima Virgem: Nosso Senhor, concebido na alma pela graça santificante, não fica, não pode ficar inoperante. “Obras son amores”, dizia Santa Teresa de Jesus. E as obras de caridade se fazem em favor do próximo. É servindo aos outros, ajudando-as em suas necessidades espirituais e temporais, sendo capazes de levar nosso amor até o sacrifício, que, como mostra Nossa Senhora, servimos a Deus.

2. Segundo caminho: submissão à Divina Providência

Em sua segunda jornada, a que empreende para Belém, a Santíssima Virgem, nos guia no caminho da submissão amorosa à Divina Providência, da adesão livre da vontade humana a tudo o que for vontade de Deus, esteja ou não de acordo com aquilo que naturalmente se desejaria.

Santo Afonso de Ligorio, ao tratar da excelência dessa virtude, afirma que:

A perfeição funda-se inteiramente no amor a Deus: “A caridade é o vínculo da perfeição” [12]; e o perfeito amor a Deus significa uma completa união com a vontade de Deus. “O principal efeito do amor é unir as vontades daqueles que amam um ao outro de modo a fazê-los querer as mesmas coisas.”[13] Daí decorre, portanto, que quando mais alguém une sua vontade com a vontade divina, maior será seu amor a Deus. Mortificação, meditação, comunhão, atos de caridade fraterna, certamente agradam a Deus, mas apenas quando realizados de acordo com a Sua vontade. Quando não estão de acordo com a vontade de Deus, não apenas tais atos não o agradam, mas Ele os rejeita e os pune.” [14]

Essa virtude de Maria Santíssima é já evidentíssima nos primeiros textos do Evangelho, seja no modo como ela responde ao anúncio do Anjo, dizendo “faça-se em mim segundo a tua palavra”, pondo, assim, em relevo não apenas sua submissão à vontade divina, mas ao próprio meio empregado por Deus para manifestar-lhe sua santa vontade, ou seja, as palavras do Arcanjo; seja no profundo e doloroso silêncio com que espera que a concepção ocorrida seja explicada, segundo o desígnio de Deus, a São José, cuja dor era para ela mesma razão de profundo sofrimento.

Mas é neste segundo caminho, no caminho de Belém, que a submissão de Maria à Divina Providência aparece mais evidente, para nosso exemplo.

Em primeiro lugar porque tanto na Anunciação quanto na revelação dela a São José, a vontade de Deus se manifesta por meios extraordinários: a aparição de anjos.

Na ida para Belém, pelo contrário, a vontade de Deus se revela como ocorre ordinariamente na vida de todos nós: através de causas segundas, que não têm qualquer ligação visível com os planos divinos. No caso, através do edito de César Augusto. Ao contrário do que tantas vezes acontece conosco, que gostaríamos, sim, de sofrer por Deus, mas não através de tais ou tais circunstâncias, não através de tais ou tais criaturas, não em tal determinado tempo ou em tal determinado lugar.

Não é assim o caminho de Maria em sua adesão à Divina Providência: abraçado o fim, a vontade de Deus, são abraçados, juntamente com eles, todos os meios que essa vontade onipotente, sapientíssima e boníssima determina.

O edito, vindo em tão má hora para a sagrada família, as dificuldades da viagem para a Virgem Maria, em final de gravidez, a dureza ou a falta de meios dos habitantes de Belém para acolhê-los, o desconforto, o frio e a falta de limpeza do estábulo, a inconveniência da presença de animais, tudo é recebido por Maria Santíssima com o mesmo amoroso silêncio, com a mesma reverente submissão aos desígnios do Altíssimo, como se tudo viesse diretamente anunciado por um emissário celeste, embora tudo dependesse das circunstâncias ou da vontade dos homens.

Caminho em que Nossa Senhora nos precede para que, seguindo-a, aprendamos a obedecer à vontade de Deus que, normalmente, se vê nas circunstâncias da vida.

Para que aprendamos a obedecer à vontade de Deus quando ela nos cerca de males: doença, pobreza, penas espirituais e, especialmente, daqueles males que nos chegam por meio de nosso próximo.

Para que aprendamos a obedecer à vontade de Deus que, de ordinário, nos aparece como a vontade – nem sempre boa ou benevolente – “dos outros”: indiferença, incompreensão, perseguição, tudo isso que a Virgem Santíssima, a mais digna de todas as puras criaturas de receber amor e louvor, suporta em paz neste caminho de Belém.

Santo Afonso explica, na obra que já citamos, a importância dessa atitude para com tudo o que, na vida, normalmente consideramos como males:

Além disso, devemos unir-nos à vontade de Deus não apenas naquelas coisas que nos vem diretamente de suas mãos, como doença, desolação, pobreza, morte de parente, mas, do mesmo modo, naquelas coisas que sofremos dos homens, por exemplo, desprezo, injustiça, perda de reputação, perda dos bens temporais e todo tipo de perseguição. Nessas ocasiões, devemos lembrar-nos de que, embora Deus não deseje o pecado, pode realmente desejar nossa humilhação, nossa pobreza ou nossa mortificação.

É certo e de fé que tudo o que acontece, acontece por vontade de Deus: “Eu sou o Senhor: “Eu sou o Senhor, formando a luz e criando as trevas, fazendo a paz e criando o mal”[15]. De Deus vêm todas as coisas. Os bens tanto quanto os males. Aquilo a que chamamos adversidade e mal, mas que realmente, são coisas boas e meritórias, quando as recebemos como vindas das mãos de Deus: “Haverá mal na cidade que o Senhor não tenha feito?[16] “Boas coisas e más, vida e morte, pobreza e riqueza vem de Deus”. [17]

Como é evidente, os textos da Sagrada Escritura citados aqui por Santo Afonso referem-se às consequências relativamente más – em ordem à vida presente, aos nossos desejos ou mesmo à justiça – que, por permissão de Deus, decorrem dos bens por Ele diretamente criados, já que Deus não pode ser autor direto do mal, o qual, não tendo substância nem, propriamente, realidade, não pode ser objeto de criação. [18]

Todas as coisas a que chamamos males são, na verdade, ausências de bens ou ausência da devida ordem entre os bens. Mas todas elas são coisas permitidas por Deus em vista de um bem maior: nosso crescimento no desapego dos bens passageiros, a penitência de nossos pecados, o aperfeiçoamento de nossas virtudes, a edificação de nosso próximo, a manifestação do poder de Deus.

Comentando esse texto do Antigo Testamento, assim se expressa São João Crisóstomo:

Eu, o Senhor, criei a luz e as trevas, eu dou a paz e envio os males” […] Que significa isso? É preciso dar uma solução que responda a todos. Mas essa solução onde está? Está no alcance bem compreendido dessas expressões. Redobrai a atenção, eu torno a pedir; não é sem motivo que insiste neste ponto. Nós avançamos para uma doutrina que nos recomenda respeito por sua profundidade. Há coisas boas, há coisas más e outras que ficam no meio; entre estas últimas, várias parecem más e não o são, na realidade; somos nós que as julgamos e dizemos tais. Para tornar meu pensamento mais claro e mais firme, ao mesmo tempo, dou um exemplo: considera-se, geralmente, a pobreza como um mal; contudo, ela não o é, ela até destrói o mal, quando a vigilância e a sabedoria a acompanham. A riqueza, por seu lado, é geralmente considerada como um bem; mas está longe de sê-lo, se não se faz dela o uso que convém. Se a riqueza fosse absolutamente um bem, todo o homem rico seria, por isso mesmo, um homem bom. [19]

É dessa profunda doutrina que a Virgem Santíssima nos dá o melhor dos ensinamentos, ao dar-nos o melhor dos exemplos. A exemplo dela, todos os cristão devem, para possuir a Cristo, segui-la no caminho de Belém.

É seguindo-a nesse caminho de adesão incondicional e amorosa aos desígnios da Divina Providência, à vontade de Deus para nossa vida, em espírito de sacrifício e de penitência, que atingiremos Belém, a graça de ter Nosso Senhor vivo e atuando em nós, por sua graça.

É São Tomás de Aquino que o explica, seguindo São Bernardo :

No sentido místico, podemos considerar que o parto da Virgem significa o dar a luz da alma penitente, segundo o que está dito em Isaías[20] : Nós somos diante de vós, Senhor, como uma mulher que concebeu e que, estando perto de dar à luz, lança grandes gritos em suas dores.

A esse dar à luz místico, convém o lugar do nascimento de Cristo, ou seja, Belém. É São Bernardo quem diz [dirigindo-se aos cristãos] : « Também vós, se fordes Belém pela contrição do coração, sendo vossas lágrimas o vosso pão, noite e dia, dando-vos essa refeição uma alegria continuada (Belém quer dizer, casa do pão) ; se fordes Judá [região em que se encontra Belém] pela confissão (Judá quer dizer confissão) ; se fordes uma cidade de Davi[21], pelas obras de satisfação, Cristo nascerá em vós e encherá vosso coração de alegria por sua graça, no presente, e de alegria pela glória, no futuro.[22]

Assim, é a aceitação dos desígnios da Divina Providência sobre nós, e particularmente dos males que ela permite que nos sobrevenham, que nos podem conseguir a alegria da graça e a alegria da glória, únicos verdadeiros bens, pois neles não se mistura nenhum mal, nenhum perigo, como acontece com os outros.

Que a Santíssima Virgem, que nos serve de exemplo e de guia, nos auxilie nesse caminho.

São Paulo, 23 de novembro de 2011.

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[1] FRANCISCO DE SALES, Santo. Le Rosaire – Textes de Saint François de Sales. Roybon: Monastère de Chambarand, 2003. p. 6. Tradução nossa.

[2] 1 Jo 4, 20.

[3] Sl 15, 2.

[4] CATARINA DE SIENA. Le Lettere. Milão: Edizioni Paoline, 1993. Carta 226, p. 1138-1139. Tradução nosso

[5] Cf. COMBES, André. En retraite avec Thérèse de Lisieux. Paris: Les èditions du Cèdre, 1951. p. 157. Tradução nossa.

[6] Cf. II-II 182, 2 c.

[7] Não se obtém subtraindo algo, mas adicionando. Tradução nossa.

[8] A esse respeito, recomendamos a nossos leitores o clássico livro de Dom Chautard, A Alma de todo apostolado, em que essas verdades são detalhadamente explicadas. A obra pode ser encontrada na internet, para download.

[9] TOMÁS DE AQUINO, Santo. Summa Theologiae, II-II, q. 188, a. 6. Tradução nossa.

[10] LANDUCCI, Pe. Pier Carlo. Maria Santissima nel Vangelo. Milão: Edizione San Paolo, 2000. pp. 79-80. Tradução nossa.

[11] Cf. LANCUDDI, op. cit. p. 82.

[12] Col 3, 14.

[13] St. Denis Areop. De Div. Nom. c. 4. Reproduzimos esta nota tal como dada por Santo Afonso. Na realidade, hoje sabemos que não se trata de São Dionísio, o discípulo ateniense de São Paulo, mas de um autor pseudoepigráfico, provavelmente do século V.

[14] Cf. LIGORIO, Santo Afonso Maria de. Conformity to God’s Will. Trad. THOMAS W. TOBIN, C.SS.R., 1952. Edição Kindle. Tradução nossa.

[15] Is 45, 7.

[16] Am 3, 6.

[17] Ecl 11, 14.

[18] Cf. TOMÁS DE AQUINO, Santo. De Malo of Thomas Aquinas. Trad. Richard Regan. Edição e Notas Brian Davies. Oxfort: Oxford University Press, 2001. P. 61. Resposta à questão 1, “Se o mal é uma entidade”.

[19]http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/it/ejm.htm#ca 21.11.2011. Tradução nossa.

[20] Is 26, 17,

[21] Belém e frequentemente chamada na Sagrada Escritura de “Cidade de Davi” e foi, aliás, por serem descendentes de Davi que Nossa Senhora e São José tiveram que ir alistar-se lá, para o rescenceamento.

[22] TOMÁS DE AQUINO, Santo. De l’humilité du Chirst. Apud MEZARD, T. R. P. La Moëlle de Saint Thomas d’Aquin. Paris: P. Lethielleux Éditeur, 1930. V. 1, p. 74-75. Tradução nossa.