Data: 5-Out-2017
De: Paulo
Cidade: Minas Gerais
Assunto: Anton Bruckner

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Prezado Prof. André Melo, Salve Maria.

Assisti com satisfação a aula do Prof. Fábio Vanini acerca da pessoa e obra de J.S. Bach. Gostaria de saber deste professor qual a apreciação crítica que tem do compositor católico austríaco Anton Bruckner.

Felicito-lhes pelo profícuo apostolado e peço a Nossa Senhora do Rosário que lhes abençoe abundantemente.

No Coração Imaculado de Maria,

Paulo

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Resposta

Estimado Paulo, salve Maria!

Pouco conheço, especificamente, deste referido compositor. No entanto, tendo por base algumas sinfonias e missas que ouvi e considerando o estilo em que tal autor compõe, posso lhe dizer que trata-se de um compositor antes romântico, do que católico.

Ainda que ele tenha escrito missas, requiem, usado por temas assuntos da religião católica, isso só o faz ainda mais perigoso, já que compunha com princípios e mentalidade românticas. O romantismo é, por definição, anticatólico. Não é à toa que sua sinfonia mais famosa, no. 4, seja conhecida pela alcunha de “romântica”. Se você prestar atenção às missas, poderá fazer um exercício de imaginação e supor que casariam muito bem com um filme, destes de holywood, ainda que a letra seja sacra e retirada da liturgia. Não me surpreende o fato dele ser um profundo admirador de Richard Wagner, um dos compositores romântico mais gnósticos do século XIX, inspirador do Nazismo e cheio de comportamentos e práticas esotéricas e imorais.

Por outro lado, um dos seus maiores admiradores foi Gustav Mahler, que de católico não tinha nada. Aliás, o judeu, rebelde, dissonante e obscuro Mahler admirava as dissonâncias de Bruckner, não a sua catolicidade.

Portanto, mesmo que alguns católicos da atual direita recomendem este autor, não se pode dizer que seja um autor católico, ainda que ele tenha escrito música litúrgica e fosse à missa aos domingos. Devemos fugir do romantismo, em qualquer uma de suas formas, em qualquer situação, pois o romantismo é um estilo que, sobretudo, tem outra doutrina, péssima, e não visa levar ninguém às práticas das virtudes. Antes, pretende quebrar o espírito católico e qualquer prática cristã, substituindo-a por sonhos, sentimentos e imaginações, falsos heroísmos e destruindo o gosto pela boa arte.

No Coração de Maria Santíssima,

Fabio Vanini

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