1335- João Paulo II e as Divisões na Igreja

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Orlando Fedeli

 João Paulo II e as Divisões na Igreja

 

  • Localização: Salvador – BA

Foi aberto oficialmente pela Igreja o processo de beatificação do papa João Paulo II. O sr., prof. Orlando, por vezes, se bem entendi, o considera como modernista (como em uma carta em resposta a um protestante a respeito da falibilidade papal e o ecumenismo – não reencontrei o seu título – em que o senhor compara as atitudes do atual papa Bento XVI com as de João Paulo II). Já li a respeito da possível falibilidade do anúncio da santidade de um Servo de Deus (conf. Como ousa dizer que o Beato João XXIII era herege?), assim, tenho duas questões que se desdobram em outras subjacentes:

1) Quem foi João Paulo II ? Pois as informações que tenho a seu respeito (de sua grandiosidade) provém da mídia tradicional (tV, jornal, revistas,…) e mídia da RCC – Canção Nova, ou seja, não muito confiáveis em muitos aspectos. Em que consistiu a sua grandiosidade? Logo após sua morte li que sugeriram inclusive (alguém do clero – perdoe-me por não lembrar o nome) que ele fosse proclamado MAGNO. Em que ele pode ter sido MAGNO, se o foi?

2) Sendo que a Igreja considera o santos como modelos do seguimento a Cristo, de tal forma que imitando-os em muitos aspectos, imitaríamos o próprio Cristo (“serdes meus imitadores como o sou de Cristo”), como pode haver homens canonizados ou beatificados pela Igreja que apresentem comportamentos explicitamente tão anti-cristãos? Por exemplo citando a carta referida acima:

“O senhor defende São Pedro Arbuès que foi Inquisidor? Que acha o senhor de São Luís Rei, que mandou queimar a língua de um blasfemador com ferro em brasa, ou que mandou executar na Sexta-Feira Santa um culpado para vingar a pena de morte infinitamente mal aplicada a Cristo nesse dia?
Que acha o senhor da frase de São Bernardo que, pregando a Segunda Cruzada em Vezélay, citou a Sagrada Escritura dizendo: “Maldito aquele que não ensangüentar a sua espada” (Jer. XVII, 5).”

Ouvi dizer, inclusive, que há santos que poderiam nem sequer existir, me parece que é o caso de Santa Cecília e de São Jorge. Sei também que a santidade não implica em não cometer pecado, pois “todo aquele que disser que não cometeu pecado é mentiroso e a verdade não está com ele” (I João …), mas em não cometer pecados graves ou mortais, pelo menos nos últimos anos de vida, pois grande santos já foram também grandes pecadores: tais como Santo Agostinho, que passou de herege maniqueísta a apologeta e São Francisco de Assis, de fanfarrão a vivenciador da Perfeita Alegria e o venagelista Mateus, de publicano a mártire de Nosso Senhor, só pra citar alguns.

Questiono isso pois algum devoto de São Luís Rei, por exemplo, pode achar que tal conduta está de alguma forma de acordo com o evnagelho – em um caso extremo. E mais, como podemos saber se os santos são de fato santos, como, por exemplo, São João Bosco e o grande São Luís Grignion de Montfort?

Agradecido pela caridade de me informar mais sobre a Igreja que tanto amo e que busco defender com afinco.

No Imaculado Coração de Maria,

————–

Muito prezado Professor,
Salve Maria.

Que eu me lembre, acusei João XXIII de ter sido modernista e processado na Santa Sé por isso, quando era jovem ainda. Não me lembro de ter dito isso de João Paulo II. Disse, sim, que João Paulo II foi fenomelogista, o que não lhe é elogio.
Para conhecer a vida de Karol Wojtyla, (Papa João Paulo II) recomendo-lhe que leia a biografia dele escrita por Carl Bernstein e Marco Politti, intitulada “Sua Santidade João Paulo II”. Possuo a edição francesa desse livro, mas sei que existe edição em língua portuguesa. Essa obra permite ter uma visão bem mais objetiva de João Paulo II do que a produzida pela mídia para uso do público.
Sem dúvida, o Papa João Paulo II foi um homem de grande personalidade e que arrastava multidões por sua simpatia pessoal. No Vaticano se diz, hoje, que ele enchia as praças e esvaziava as Igrejas… Basta fazer a conta dos católicos que passaram para o protestantismo durante o governo desse Papa, que morrendo, deixou uma igreja muito dividida: Teologia da Libertação contra RCC; sedevacantistas de vários naipes e de vários antipapas, e tradicionalistas de inúmeros matizes; neo cartecumanato contra todos e todos contra Kiko e Carmen; arautos contra TFP e a favor de tudo e de todos, e TFP contra tudo e contra todos; padre Marcelo Rossi contra padre Jonas Abib e padre Jonas contra outros grupos da RCC. Todos disputando “fiéis” e verbas no campeonato dos carismas e do dinheiro. E assim por diante. Não há hoje duas paróquias com a mesma missa tal a divisão deixada pelo Papa que queria unir a todos católicos e hereges sob Ut unum sint esquecendo-se que Jesus pediu isso para os apóstolos e para seus verdadeiros fiéis e não para unir os Apóstolos a Judas e a Caifás.
Dar-lhe o titulo de Magno só pode ser visto como fruto do chamado “oba, oba” da mídia. Um exagero e um absurdo.

A Igreja sempre cultuou santos que existiram
Paulo VI mandou retirar do culto alguns santos dos quais não havia registro documental histórico escrito. Isso foi um erro, pois o fato de não haver certidão de nascimento de um santo não prova que ele não existiu. Paulo VI seguiu um critério de cientificismo histórico sem sentido.
Aliás, a falta de seriedade teológica no que fez Paulo VI, nessa questão, se pode verificar no culto a São Jorge aqui no Brasil
Contou o insuspeito Dom Arns, em livro, que pediu ao papa que não proibisse o culto de São Jorge no Brasil, porque esse santo era protetor do Corinthians e que então Paulo VI atendeu esse pedido por causa do Corinthians a pedido de Dom Arns!!!
Não foi, então, São Jorge que salvou o Corinthians, mas esse clube de futebol que salvou São Jorge. E por intercessão de Dom Arns.
Parece piada.
Mas foi Dom Arns que garantiu que isso é História.
E veja como essa “cassação de santos” o prejudicou pois lhe colocou dúvidas sobre a historicidade e a santidade dos santos canonizados pela Igreja.
Não tenha dúvida alguma sobre a santidade de São Luis Rei, Dom Bosco e São Luis Grignon de Montfort.
Dúvidas deixa o livro de Marco Politti e de Carl Bernstein sobre a santidade de João Paulo II. Que Deus o tenha em sua paz.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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