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700- Reforma Agrária e o MST

Orlando Fedeli

Reforma Agrária e o MST

 

  • Localização: Ourinhos – SP,

 

Bom dia, a alguns meses passei a Produzir um documentário em vídeo, sobre o MST.

Em minhas pesquisas encontrei seu ponto de vista em relação ao tema, em resposta a questão colocada pelo amigo Carlos tratando da revolução francesa.

Confesso que concordo plenamente com sua opinião.

Entretanto, não posso deixar de citar que estive visitando vários assentamentos e acampamentos do MST no estado de São Paulo.

Onde pude perceber que o movimento é formado (composto) por pessoas que se juntam, algumas de boa índole, outras não, algumas comandantes outras comandadas, e devido à isso: haveria como impor uma OBRIGAÇÃO DE FAZER senão através da força? eu digo: Não Existe uma ditadura dentro do MST.

Claro que existe a “linha mestra” sugerida pelos “líderes”, entretanto, elas não são obrigatórias. Uso como simples exemplo o fato de existirem várias vertentes políticas dentro do movimento e muitos assentados preferem trabalhar “por sí”
do que em cooperativa, e isso não o exclui da “colônia” e nem mesmo o discrimina “lá dentro”.

1. Existem as Lideranças, como você diz “Stédiles e Rainhas” que acreditam lutar e lutam por uma Causa.

2. Existem as pessoas que se empenham em fazer prevalecer a “CAUSA” dos líderes, incluindo-a em seus sonhos e anseios.
3. Existem as pessoas que se empenham em conseguir a terra sem ideologias e ideais, além dos seus sonhos de conseguirem um ponto de partida, no caso um quinhão de terra.

O MST é formado por pessoas, em sua maioria gente de bem que vem sendo “manobrada” desde 1536 com a implantação do sistema feudal na colônia(Brasil). Quero dizer com isso que analisar a questão agrária do ponto de vista de confronto de interesses de líderes de sistemas que se conflitam não é a maneira correta.

A igreja mesmo detém grande parte da riqueza mundial, em terras, ouro, etc … Nesse momento o papa (um privilegiado) esta tranquilo em seu conforto do vaticano, “preocupado” com as desigualdades do mundo. Enquanto alguns seres humanos estão realmente “dando a cara pra bater” e para mim: ” – só de estar vivenciando de corpo presente o fato, não importa se deste ou daquele lado, já torna a pessoa mais perto de Deus do que o papa.”
Conheci assentamentos que funcionam melhor e mais estruturados que muitas cidades, com escola, posto de saúde, etc …

Bom acho que é isto.

 

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Muito prezado, Salve Maria!

Agradeço sua concordância comigo na crítica que fiz ao MST, e na comparação com o que ocorreu na Revolução Francesa.

Concordo com você que nem todos os que apóiam o MST assumem a doutrina comunista e criminosa de invadir propriedade alheia é crime previsto no Código penal — dos Stediles e Rainhas, esses comunistas de sacristia.

Entretanto, ainda que não assumam a doutrina comunista, esses simples invasores sem doutrina e (segundo você) sem controle, cometem o crime de invasão, e fazendo isso, conscientemente ou não, ajudam a ação ideológica dos comunistas.

Por outro lado, não concordo absolutamente com sua afirmação de que, no Brasil, desde a colonização se tentou implantar um sistema feudal, como se o sistema feudal fosse mau em si.

Isso é um absurdo.

Primeiro porque o sistema feudal é um sistema natural e não é nada daquilo que se diz em aulas de cursinho e na mídia.

Segundo, porque o sistema colonial aplicado no Brasil já foi bastante eivado de absolutismo monárquico, visto que a monarquia portuguesa, infelizmente, foi das primeiras, na Europa, a combater o feudalismo, e a procurar ser absoluta.

Devo protestar também — e mais do que tudo –contra sua critica ao Papa.

Você diz que ele é um “privilegiado”.

Na Igreja, aquele quem tem privilégio, tem a maior carga, a maior cruz.

Aliás, isso também se dava no regime feudal. E a Igreja tem uma estrutura monárquica feudal.

Em que pese as CNBs…

Saiba, então, que a sua noção de privilegio é totalmente falsa, pois que se revela fruto de slogans.

Para começar, lhe digo que é impossível eliminar o “privilégio”.

Veja como, hoje, o governo Lula privilegia os membros do MST, dando-lhes polpudas verbas empregadas para invadir propriedade alheia.

Ainda hoje se noticiou que duas ONG”s privilegiadas pelo governo igualitário dos petistas se locupletaram ilicitamente de verbas públicas. E uma das tais ONG”s se intitulava qualquer coisa para “exercer a cidadania…”
E por ai se vê o que valem os slogans…

Um slogan ventilado aos quatro ventos pela mídia, para “conscientizar o povo”, foi esse de “exercer a cidadania”, e o resultado foi esse abuso.

Aliás, veja que a palavra de ordem “conscientizar o povo”
é uma confissão clara de que o povo não escolhe coisa alguma, mas que deve ser guiado, como inepto, pela propaganda dos “conscientizadores”.

E quem são esses privilegiados “conscientizadores”?

Reflita sobre isso.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.