Oração sentimental x Oração não sentimental

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Data: 8-Fev-2018
De: Eduardo Nogueira
Cidade: Manaus-AM
Assunto: Oração

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Boa noite, Salve Maria.

Chamo-me Eduardo, sou de Manaus, e gostaria de perguntar como seria uma oração típica de meios protestantes e de RCC, sentimental, de uma oração católica que seria racional/fria? Como deveria ser feita a oração para que fosse agradável a Deus e não sentimental?

***

Resposta

Muito prezado Eduardo, salve Maria!

A oração é a elevação da alma a Deus.

Dessa forma, sempre que nos dirigimos a Deus, a Nossa Senhora ou aos santos estamos rezando.

O importante ao rezarmos é unirmos nossa vontade à vontade de Deus, condicionando aquilo que pedimos à sua maior glória.

Ao rezar convém procurar “dizer uma verdade a Deus”, isto é, argumentar com Deus apelando para a misericórdia divina, implorando que ela nos atenda.

Há muitos exemplos que ilustram isso nas Sagradas Escrituras. Por exemplo quando Moisés, a fim de evitar que Deus punisse os judeus por terem feito o bezerro de ouro, argumenta alegando sobre o que pensariam seus inimigos se Eles os abandonasse para morrer no deserto (Ex 32, 12-13).

Há também muitos exemplos disso na vida dos santos, como por exemplo na vida de São João Bosco.

Quando rezamos Deus pode, se Ele assim o desejar, nos dar consolações sensíveis. Isso, contudo, não é necessário e nem é sinal de que estamos rezando melhor ou de que amamos mais a Deus. Da mesma forma, se temos secura ao rezar isso não quer necessariamente dizer que não estamos na graça de Deus ou de que Ele não nos ama. Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Se Ele nos dá consolação saibamos aproveitá-la com humildade e gratidão para nosso progresso espiritual. Se Ela tira de nós a consolação procuremos perseverar na oração confiante, lembrando de que só Deus nos basta e que seu serviço vale sempre a pena, pois Deus é bom pagador.

O erro dos carismáticos é buscar produzir uma emoção em toda prática religiosa. Busca-se a sensação como o drogado busca a euforia produzida pela droga. Para eles, a oração não visa mais a união com Deus, mas sim uma sensação agradável ou eufórica. O importante não é mais a verdade, mas o sentir-se bem. É o culto a si mesmo no lugar do culto a Deus.

Por outro lado, reforço, isso não quer dizer que a oração para ser boa deve ser fria e seca. O louvor a Deus deve nos alegrar, mas sem euforia. Com a tranquilidade que é a marca das coisas de Deus. E se Ele nos der consolações sensíveis saibamos aproveitá-las para nosso progresso no seu serviço.

A verdadeira oração é aquela que une nossa vontade à de Deus, que faz com que desejemos o que Deus quer.

Recomendo-lhe que leia o livro “A Oração” de Santo Afonso de Ligório.

E espero ter esclarecido sua dúvida.

Escreva-nos sempre que desejar. E reze por nosso apostolado.

Salve Maria!

Prof. André Melo