Gnose nas Religiões

Data

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
image_pdfConverter em PDFimage_printPreparar para impressão

Data: 06-Mai-2019
Nome: Ana Paula
Assunto: Aula “Esquema da Gnose – Prof. Emerson Takase” – YouTube

Bom dia, com relação à aula mencionada no Assunto acima, gostaria de saber, quando o professor Emerson Takase refere-se a TODAS as religiões, com exceção da verdadeira, Católica Apostólica Romana, prega a Gnose, ele quer dizer que as protestantes/evangélicas, também? Em que ensinamento isso é evidente?

Obrigada pela atenção.

Ana Paula Pedrosa (Mesce)

***

Resposta

Prezada Ana Paula Pedrosa, salve Maria!

Quem não está com a Verdade Católica, forçosamente está, em maior ou menor grau, no erro gnóstico-panteísta.

Entendo a sua dúvida.

É verdade que, de modo claro, evidente e declarado, nenhuma seita protestante se mostra como gnóstica.

Todavia, as seitas protestantes, do passado, as atuais e as futuras, são gnósticas na medida em que são derivadas dos erros ensinados por Lutero.

Exponho aqui, em síntese, a gnose propagada pelo demônio de Wittenberg.

Como é de conhecimento, inclusive dos protestantes, Lutero defendia três pilares doutrinais heréticos:

  1. a revelação divina estaria contida apenas e tão-somente nas Sagradas Escrituras = Sola Scriptura;
  2. bastaria a fé, sem obras, para salvar a pessoa = Sola Fide;
  3. somente a graça é necessária para justificar a pessoa = Sola Gratia.

A Sagrada Escritura seria apenas um instrumento para despertar no íntimo do leitor a interpretação daquilo que estivesse lendo. A comunicação com Deus não necessitaria de intermediários (o Clero), tampouco se daria com um Deus “lá fora”, mas com um Deus “dentro de mim” (imanente).

Certa vez, uma colega de trabalho, protestante não-luterana, ao ser questionada se na seita dela havia o Sacramento da Confissão, respondeu com todo orgulho: “Não precisa, a conversa é direta com Deus”.

Outra vez, uma ex-aluna do Cursinho onde dei aula, exclamava para mim, com os olhos cintilantes, que a atual seita que frequentava era melhor, pois podia desenvolver o carisma da “visão da glória de Deus”. Dizia ela: “Professor, eu vejo a glória de Deus!!!”. E olhava para cima com as mãos levantadas…

Se é possível ter um contato direto com a divindade, por que motivo é necessário um espaço religioso, estátuas e imagens, Sacramentos?

Veja que neste primeiro fundamento protestante encontramos a depreciação da Matéria, primeira prisão da divindade.

E repare como a Igreja Católica, conhecedora da natureza humana (corpo material e alma espiritual), reserva um local sagrado para o culto a Deus, se utiliza das imagens para a instrução do povo e auxiliar no culto a Deus, e utiliza a matéria (água, pão, vinho, óleo) para administrar os Sacramentos instituídos pelo próprio Nosso Senhor.

Quanto à fé protestante, convém lembrar de que não se trata da adesão da inteligência e da vontade às Verdades reveladas por Nosso Senhor e ensinadas pela Igreja (noção Católica de Fé, Virtude Teologal dada por Deus no Batismo), mas tão-somente um sentimento de confiança de que “Jesus te salvou”.

Essa confiança irracional fará com que o heresiarca proclame a famosa frase: “Confia e peque fortemente!”

Essa fé não tem caráter intelectual, como é a Fé Católica, de tal modo que o filho da Mentira vai proclamar a razão humana como sendo a “meretriz louca”.

Por isso, todo protestante acaba caindo nas mais flagrantes contradições doutrinárias.

Neste segundo fundamento, temos um ataque direto à Inteligência, segunda prisão para a Gnose.

Por fim, para o protestante, a noção de graça é totalmente diferente da noção Católica. Para os hereges, a graça é uma espécie de manto que recobre a pessoa inteira, escondendo a natureza corrompida (lembre-se de que a Igreja Católica nos ensina que a natureza humana foi ferida, e não corrompida) e encobrindo inclusive os pecados da pessoa.

Esse “esconder” o pecado diante dos olhos de Deus tornaria a pessoa justificada perante Deus. Em outras palavras, o pecado e a graça coexistiriam ao mesmo tempo. Trata-se da tese gnóstica da santidade do pecado. Mais uma vez, entende-se o conselho de Lutero: “peca fortemente, mas crê ainda mais fortemente”. Com isso, a Moral, terceira prisão para a Gnose, é desnecessária para o protestante justificado.

Como podes compreender, essa doutrina é muito irracional. É tão irracional que os protestantes não tem coragem de ir às últimas consequências, isto é, tirar as conclusões práticas dos princípios enunciados por Lutero.

Todavia, deixar de concluir uma doutrina adotada não isentam as Seitas dos princípios doutrinários adotados.

Todas são gnósticas, por princípio.

É uma questão de princípios.

O que expus brevemente, você pode encontrar com maior profundidade nas conferências do Congresso CEUC-Fraternidade S. Mauro, sobre Lutero, que listo abaixo:

Sobre Sola Scriptura: https://www.youtube.com/watch?v=WZlAX0V-Soc&t=279s

Sobre Sola Fide (aula que mostra as origens gnóstico-cabalistas de Lutero): https://www.youtube.com/watch?v=GQUvKpI_MDM&t=463s

Sobre Sola Gratia: https://www.youtube.com/watch?v=pRj2VUKjlwk&t=11s

Bons estudos!

Ad Majorem Dei Gloriam

Emerson Takase

***

Réplica

Muito obrigada pela brilhante explicação!

Demorou mas chegou! E chegou em boníssima hora.

Salve Maria!

Ana Paula

image_pdfConverter em PDFimage_printPreparar para impressão