Toledo

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Orlando Fedeli

Toledo

 

Vielas estreitas,

tortuosas, direitas.

Sol. Sombra. Segredos.

Escadarias. Lajedos.

Janelas antigas,

portais, cantigas.

Arcos mouriscos,

desafios, riscos.

Praças ensolaradas.

Lentas badaladas

dos sinos da torre.

Nas tardes calmas,

ardem as almas.

No dia que morre,

preces murmurantes.

Monjas, frades, infantes.

Silêncio na Catedral,

esplendor de vitral.

Crepúsculos de ouro.

Na capital do mouro,

um imperador triunfando.

O Tejo espumando,

bravio nos rochedos,

abraçando Toledo,

cheia de contos e tesouros…

Corrida de touros.

Sol. Sangue. Bravura.

A Espanha de armadura.

Escudos e espadas,

claustros e cruzadas.

Águias de glória.

Em cada pedra, uma história,

em cada recanto uma lenda,

nas muralhas sem fenda

da cidadela de outrora,

nas ruínas de agora.

Estocadas, banderilhas,

damas de mantilhas,

cavaleiros de escol,

Ponte de Alcântara. Porta do Sol.

Ousadia que arranca

dos infiéis, de Maomé,

Santa Maria, la Blanca.

 

Nas torres queimadas,

almas cruzadas.

Nas muralhas destruídas,

sacrifícios de vidas.

 

Ao sol, um heroísmo sem medo.

Ao sol, o Alcázar de Toledo.

 

Orlando Fedeli

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