Um Passeio pela Cidade de São Paulo, aquela que foi, mas que parece não ter sido

Data

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Marcelo Andrade

REFLEXÕES RÁPIDAS SOBRE SÃO PAULO

– Um passeio pela antiga Paulicéia,

aquela que foi, mas que parece não ter sido –

 

1. INTRODUÇÃO

Padre Anchieta foi um dos fundadores da capital dos bandeirantes e profeticamente previu que ela ia se tornar a maior cidade destas terras.

Pena que muito tempo depois, séculos avante, a Paulicéia trocou a grandeza dos feitos dos bandeirantes e a santidade de Anchieta e de Frei Galvão por um gigantismo meramente material.

A cidade assistiu a transformação da selvageria em civilização.

Índios canibais foram convertidos pelos jesuítas.

No local onde havia a taba de Tibiriçá está o Mosteiro de São Bento (os pais do construtor foram comidos pelos índios).

Foto 1 – Centro antigo de São Paulo- Sé de outrora.

Mas, a boa parte da tribo deste cacique, que morreu assistido por Anchieta, se converteu.

Venceram São Bento e Santo Inácio.

Belas construções barrocas foram erguidas: igrejas, casas, estabelecimentos comerciais, praças etc.

Ruas barrocas tomaram os espaços.

Foto 2 – Parque da República, no começo do sec. XX.

Parecia que a civilização havia vencido para sempre quer por causa das almas ganhas para Deus quer por causa da bela vila que se construía.

Mas, a selvageria contratacou no séc. XX e engoliu o belo. Edifícios horrendos, como os canibais, devoraram construções coloniais.

É a estética do selvagem: o ódio ao belo. O mal não entende e inveja o bem e quer sua alma. Assim, como os índios canibais que queriam a alma do vencido.

 As construções modernas provam o que são: monstruosas. Não há nada mais antigo e carcomido que a última moda edilícia.

Incapazes ter grandeza espiritual em humildes construções, resta-lhes provar a força pelo tamanho.

À medida que os horrendos edifícios foram surgindo, as pessoas foram abandonando a verdadeira fé.

 

Foto 3 – Roupas castiças na fila do ônibus.

O rio Tietê foi saudável e curvo e ali se faziam piqueniques nos fins de semana, andava-se de barco.

 

Foto 4 – Rio Tietê

A retificação irracional do rio Tietê acabou com a várzea e o futebol de várzea, saudável esporte desfrutado naquelas plagas, antes da desventura dos milionários e fanáticos certames ludopédicos.

E o piquenique também se foi.

Os heroicos bandeirantes (apesar de seus erros), maiores aventureiros de seu tempo, expandiram o território nacional muito além do Tratado de Tordesilhas. Isto foi uma bênção para o Brasil.

Mas, a Paulicéia expandiu-se muito além do que devia, como um tumor  que ataca a saúde do organismo. E isto foi uma maldição.

E ainda, a cidade cresceu “cacofônica”, os edifícios não tem relação nenhuma uns com os outros.

Prevaleceu o voluntarismo, a demagogia.

Resistem, porém, Igrejas barrocas heroicas, como a fé neste tenebroso mundo, as quais ainda ensinam que a riqueza boa é a interior.

Hoje São Paulo é feia por dentro e por fora.

 

Foto 5 – Parque da Luz em 1910

2. CONCLUSÃO

As fotografias antigas aqui postadas são em preto e branco, mas a vida naquela época era colorida, mais católica, havia pouca criminalidade, inexistia trânsito e poluição e havia mais beleza.

Hoje, as fotos são coloridas, mas a cidade parece ser sempre cinzenta. Como é a triste corrupção moderna.

São Paulo foi bela, mas parece que nunca teve este predicado.

Porém, Nossa Senhora de Fátima prometeu vitória futura. E onde há fé há beleza.

Quem vê a beleza da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, no centro deformado de São Paulo, verdadeira flor no meio de espinhos, não vê o passado, mas o futuro que Nossa Senhora anunciou.

 

Foto 6- Igreja Nossa Senhora do Carmo, colorida e bela no passado, no presente e no futuro.

 

 

Marcelo Andrade

São Paulo, agosto de 2016.