A Missa de Paulo VI

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Data: 16-Ago-2018
De: Joao Pedro
Cidade: –
Assunto: A Missa de Paulo VI

***

Salve Maria Imaculada boa tarde 

Li um dos textos que você me indicou 

Breve Exame Crítico do Novus Ordo, escrito pelos cardeais Bacci e Ottanivani
Realmente tendo em vista o que eu vejo na missa Paulo VI e comparando com a missa tridentina há uma problemática grave. O que eu vejo como mais grave na missa Paulo VI é a possibilidade de uso do espaço sagrado para difundir elementos hostis ao catolicismo como o uso de ministros da eucaristia que muitas vezes são de vida indigna o uso de animadores que podem ler e falar elementos anticatólicos. Eu acho que a oração eucarística também pode ser mal utilizada apesar de não ver problema em todas as que vi. Com relação a abusos litúrgicos que muitos tradicionalistas de Facebook enchem o saco com qualquer coisa eu tenho a opinião de que abuso é transformar a missa em circo e esse problema graças a Deus não existe facilmente na missa tridentina. 
Mas mais uma vez pergunto … negar validade ao que foi decidido no Concílio Vaticano II não é duvidar da assistência de Cristo à Igreja? 

***

Resposta

Prezado João Salve Maria!

O problema do Novus Ordo vai muito além dos abusos litúrgicos.

Os abusos são apenas consequência de uma problema maior, a saber, a teologia da nova Missa.

É uma teologia de cunho protestante, negadora da noção de sacrifício e de cooperação com a própria salvação.

Recomendo-lhe a trilogia de Michael Davies sobre a reforma litúrgica.

Há também na internet vários artigos e cartas do Professor Orlando Fedeli sobre o tema. Leia-os pois são muito claros e elucidativos.

Sobre o concílio, leia o livro de Ralph Wiltgen, O Reno se lança no Tibre, para ver a atuação dos bispos durante o concílio.

Claro que Deus conduz sua Igreja e inspira seus pastores. Contudo, Ele respeita a liberdade que Ele mesmo deu ao homem ao cria-lo. A assistência do Espírito Santo não significa que os membros do clero tornam-se como que robôs agindo, necessária e obrigatoriamente, sempre bem.

Portanto, negar fundamentadamente o que o Concílio Vaticano II ensinou de errado não é negar a assistência do Espírito Santo à Igreja.

Houve no decorrer da História da Igreja membros do clero, Papas e até sínodos com atitudes condenáveis, e que foram efetivamente condenados. Veja, por exemplo, o sínodo no Pistoia que defendia, dentre outros erros, a missa na língua do povo. Este sínodo foi condenado pelo Papa Pio VI.

A infalibilidade papal é muito clara.

Além disso, o Vaticano II expressamente se auto intitulou de pastoral.

Salve Maria!