636- Virgem Maria, Mãe de Deus (2 de 6)

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Orlando Fedeli

Virgem Maria, Mãe de Deus

 

  • Localização: Belo Horizonte – MG

 

Em carta anterior, porque o senhor viera contra mim carregando um dicionário, provei-lhe eu que o senhor não sabia ler o dicionário, que chamei de “pai dos burros”. Ora, em sua última atrevida e blasfema missiva o senhor me diz que eu chamei ao senhor de “pai dos burros”.
O senhor leu e não entendeu que “pai dos burros” é um modo de designar o dicionário. O senhor não é, não, o “pai dos burros”. Seu parentesco com ele não é esse. 

Sua falta de sabedoria provém – além de seu orgulho e pretensão monumentalmente lagoinhentos – de dois erros fundamentais em que incorrem todos os hereges protestantes: 

 

  1. I) A falsa tese de que toda a Revelação está na Bíblia;
  2. II) O princípio luterano de que a interpretação da Sagrada Escritura é absolutamente livre.

REFUTAÇÃO DA TESE PROTESTANTE DE QUE A BÍBLIA CONTÉM TODA A REVELAÇÃO 

Grande parte de sua argumentação, escorpião Saul, se baseia nesta tese errada. Só vale o que está na Bíblia, porque a Bíblia seria a única fonte da revelação. 

Ora, essa tese é refutada pelo próprio Evangelho. 

No final do Evangelho de São João nos foi dito: 

” Muitas outras coisas, porém, há ainda, que fez Jesus, as quais se se escrevessem uma por uma, creio que nem no mundo todo poderiam caber os livros que delas se houvessem de escrever” (Jo XXI, 25). 

Então, furioso Saul, está na Bíblia, que nem tudo o que Deus revelou foi posto na Bíblia! Se o que Cristo fez, e não foi posto na Bíblia, não deve ser acreditado, então não se tem Fé em Cristo, mas só na Bíblia: colocou-se um livro no lugar de Cristo. Transformou-se a Bíblia em ídolo. E é exatamente o que faz Saul, na sua Lagoinha. 

E Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que o Espírito Santo completaria a instrução dos Apóstolos: 

“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará no caminho da verdade integral, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir” (Jo. XVI, 12-113). 

E o que Cristo ensinou e fez nos foi transmitido pela Tradição Apostólica. 

Por isso, duas são as fontes da Revelação: a Sagrada Escritura e a Tradição. 

Também os Atos dos Apóstolos nos dizem que Cristo ensinou outras coisas mais que não foram postas nos livros sagrados, mas guardadas pela Tradição: 

“Na primeira narração, ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até o dia em que, tendo dado as suas instruções por meio do Espírito Santo, foi arrebatado ao (céu); aos quais também se manifestou vivo, depois de sua paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando do reino de Deus”. (Atos I, 1-3) 

Será que aquilo que Jesus fez e ensinou nesses quarenta dias não tem valor? Falou, ensinou e fez Ele coisas inúteis? 

E as Instruções que Ele deu, e o que Ele falou então aos Apóstolos sobre o Reino de Deus – a Igreja – não teriam nenhum valor? 

É evidente que essas instruções e ensinamentos têm valor sim, porque provém de Deus, apesar de não terem sido registradas na Sagrada Escritura. Elas nos foram guardadas pela Tradição. 

Urrará o consenso da Lagoinha – será Estígia o nome dessa Lagoinha? – que não está na Bíblia que se deva guardar o que foi ensinado por Cristo e pelos Apóstolos, só pela palavra falada. Que só vale o que foi escrito. 

Ora, em São Paulo foi escrito o contrário: 

“Permanecei, pois constantes, irmãos, e conservai as tradições que aprendesses, ou por nossas palavras ou por nossa carta” (II Tess. II, 14). 

Veja então como o consenso da Lagoinha de nada vale, porque vai contra a palavra que está escrita na Bíblia, a qual afirma que se devem conservar as tradições, que se deve conservar tambémo que foi ensinado só por palavra, além do que foi ensinado por escrito. 

Portanto, a tese protestante de que se deve crer só no que está na Bíblia é negada pela própria Bíblia. 

E há muitas coisas que os Apóstolos praticaram e ensinaram que não foram registradas antes na Bíblia. Assim, por exemplo, a “imposição de mãos”. Dela não se acha menção nos Evangelhos, e, entretanto, os Apóstolos a praticaram. Teriam eles inventado da própria cabeça tal costume? Claro que não! Cristo deve tê-los instruído a fazer a “imposição de mãos” (Atos, VIII, 14-17; e Heb VI, 1-2). 

São Tiago – embora os protestantes, seguindo Lutero, recusem essa epístola — nos fala da unção sobre os enfermos: “Está entre vós algum enfermo? Chame os presbíteros da Igreja, e [esses] façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; a oração da Fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; se estiver com pecados, ser-lhe-ão perdoados” (S. Tiago, V, 15). E também essa unção dos enfermos não aparece nos evangelhos. 

Ora, nem a imposição de mãos (Sacramento da Confirmação), nem a unção dos enfermos (Sacramento da Extrema Unção) poderiam transmitir a graça, se não tivessem sido instituídos pelo próprio Cristo. 

Cristo legou aos Apóstolos um conjunto de verdades reveladas e de sacramentos instituídos por Ele mesmo que formam o “Depósito da Fé” que deveria ser guardado: 

“Ó Timóteo, guarda o depósito (da Fé), evitando as novidades profanas de palavras e as contradições de uma ciência de falso nome, professando a qual alguns se desviaram da Fé“(I Tim . VI, 20) 

Concluindo: a Bíblia não é a única fonte da Revelação. 

Contra o consenso da Lagoinha . 

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